Medo de ladrão faz brasileiro comprar ‘celular do Pix’ para deixar em casa

Roubo de celular pode se transformar em um transtorno ainda maior O relato do roubo do celular do agente de talentos Bruno de Paula, de 36 anos, tomou conta da internet após ele revelar que teve suas contas bancárias invadidas pelos ladrões e movimentaram mais de R$ 143 mil. Nas redes sociais, ele disse que […]

Por Editoria Delegados

Roubo de celular pode se transformar em um transtorno ainda maior


O relato do roubo do celular do agente de talentos Bruno de Paula, de 36 anos, tomou conta da internet após ele revelar que teve suas contas bancárias invadidas pelos ladrões e movimentaram mais de R$ 143 mil. Nas redes sociais, ele disse que chegou a avisar os bancos de que seu smartphone havia sido furtado, mas isso não foi o suficiente para impedir as movimentações financeiras.

O caso dele soma-se a muitos outros, como o da arquiteta Silvia Faria, de 55 anos, que viu mais de R$ 146 mil sumirem de sua conta, e também os golpes do Pix.

A aparente facilidade com que os ladrões têm encontrado para acessar os smartphones e as contas bancárias acabou impulsionando as pessoas a procurarem um segundo celular para deixar em casa, apelidado de “celular do Pix”.

O que é o ‘celular do Pix’?

Aparelho que fica seguro em casa têm instalado apps de bancos, uma alternativa ao aumento de casos de furtos e roubos de smartphones

Esse aparelho, que não acompanha o dono para a rua, seria o único com acesso a serviços bancários, cartões de crédito e outros apps críticos. A ideia é evitar que, em caso de furto, os bandidos acessem os seus aplicativos e te causem uma dor de cabeça maior ainda.

De acordo com Luciano Barbosa, chefe do projeto Xiaomi Brasil, a marca notou um aumento na procura por um segundo celular já no final de 2021.

“Percebemos esse movimento em setembro e outubro, nas nossas lojas, e começamos a catalogar em novembro. Em abril, deste ano, teve um ápice [nessas procuras]”, disse.

Preocupação com apps bancários

O principal motivo relatado pelos consumidores para a busca de um aparelho secundário é a preocupação com os apps bancários, afirma Barbosa.

“A gente mostrou que existem alguns mecanismos de proteção em aparelhos intermediários premium, mas alguns mais conservadores optaram por ter um aparelho em casa”, revelou.

Entre os recursos da Xiaomi disponíveis para segurança estão a criação de um perfil pessoal, liberado com uma senha ou biometria específica, e um segundo perfil, com uma segunda senha ou outra biometria específica.

Outro recurso nativo da marca está no bloqueio de aplicativos com uma segunda senha, além do código de desbloqueio de tela. E também a área de apps ocultos, que só pode ser acessada com um gesto na tela e é desbloqueada com uma biometria ou senha específica.

“Se você foi abordado e solicitarem a sua senha de desbloqueio, eles podem entrar em Configurações, trocarem a digital cadastrada. Mesmo assim, a nova digital não vai acessar os apps ocultos. É um recurso nativo superseguro, que é bem aplicável a esse momento que estamos infelizmente vivendo no país”, explicou Barbosa.

 
Quem pode ter um segundo celular?

De acordo com a Xiaomi Brasil, o perfil de quem está procurando um segundo celular é de pessoas muito conectadas, ligadas às novidades da tecnologia e com um poder aquisitivo de moderado a alto.

“Os consumidores querem processamento rápido: clicou, entrou. Então, tem pouca gente procurando por um aparelho de entrada, por mais que seja para deixá-lo guardado em casa”, afirmou.

No último quadrimestre, a empresa apresentou um crescimento de 30% nas vendas no país. “Não foi só o fator do segundo celular e a preocupação com segurança, mas isso também contribuiu para o crescimento da Xiaomi no país até o fechamento do quadrimestre”, disse.

Desde abril, com o lançamento da linha Redmi Note 11, a empresa tem focado em divulgar os recursos de segurança como um dos principais atrativos de seus smartphones. “Infelizmente, coincidiu com essas questões do Pix”, lamentou.

 

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