Major que atropelou família e matou criança sai preso de delegacia

    A delegada Francione Fintelman confirmou o flagrante de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e lesão corporal. Antes de seguir para o batalhão, Lima foi até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo delito e sangue.   A delegada justificou que há uma inconsistência entre os depoimentos. […]

Por Editoria Delegados

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A delegada Francione Fintelman confirmou o flagrante de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e lesão corporal. Antes de seguir para o batalhão, Lima foi até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo delito e sangue.

 

A delegada justificou que há uma inconsistência entre os depoimentos. O major relata que atropelou as vítimas porque tentou desviar de um carro, que teria “fechado” seu veículo. Porém, o homem de 29 anos (que é tio da menina de 11 anos que morreu após o acidente) revelou que conseguiu escapar do atropelamento, e que não avistou nenhum carro, além do Astra do major.

 

Durante o esclarecimento, o policial  confirmou que a garrafa de vodca – encontrada em seu carro – era dele, porém ela estava lá desde o Natal. Na caixa de isopor, que também estava no carro, haviam apenas iogurte e picolés. “Ele disse que não fez uso de bebida alcoólica”, disse a delegada.

 

As testemunhas foram ouvidas, na tarde desta quinta-feira (2), na delegacia de plantão de Vespasiano e no Hospital Risoleta Neves.

 

Indiciamento

 

Agora, o caso será encaminhado para a Delegacia de Trânsito de Vespasiano. Os policiais civis terão, então, dez dias para definir se o major será, ou não, indiciado pelos crimes.

 

Relembre o caso

 

Na tarde dessa quarta-feira (1º), cinco pessoas da mesma família foram atropeladas pelo Chevrolet Astra dirigido por Lima. Ele teria perdido o controle da direção do carro, antes de atingir as vítimas.

 

A família havia saído de um almoço de família, no bairro Morro Alto, e seguia, pelo acostamento, para pegar um ônibus. Eles iriam para a casa da avó da vítima, no bairro Caieiras.

Laurinda Rodrigues das Neves, de 55 anos, Darlene Santos Pereira, de 22, e Simone Costa Neves seguiam com as duas crianças. Os feridos foram socorridos para os hospitais Risoleta Neves e João XXIII.

 

Porém, a menina de 11 anos não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. O major ficou em estado de choque e precisou receber atendimento médico no Hospital Militar. Ele recebeu alta nesta quinta-feira, e foi direto para a delegacia de plantão.

 

Enterro

 

O sepultamento da menina de 11 anos aconteceu antes das 19 horas no Parque da Ressurreição, em Vespasiano. A pequena faria 12 anos no dia 25 de janeiro.

 

O Tempo

 

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