Lei que proíbe uso de boné divide opiniões sobre segurança no Rio

Multa para quem desobedecer é R$ 500; abordagem é feita por seguranças. Uma lei que acaba de entrar em vigor, no Rio, provocou um debate sobre direitos individuais e segurança pública. A lei proíbe pessoas de circular em locais públicos com o rosto encoberto e isso inclui capacetes e bonés, como mostrou o Jornal Nacional. […]

Por Editoria Delegados

Multa para quem desobedecer é R$ 500; abordagem é feita por seguranças.

Uma lei que acaba de entrar em vigor, no Rio, provocou um debate sobre direitos individuais e segurança pública. A lei proíbe pessoas de circular em locais públicos com o rosto encoberto e isso inclui capacetes e bonés, como mostrou o Jornal Nacional.

 

O estilo pagodeiro do músico Guilherme Rodrigues tem sua marca, o boné. “O primeiro acessório quando eu vou me vestir é o boné. Para mim, o resto é detalhe”, contou. A lei, que entrou em vigor esta semana no estado do Rio, proíbe o uso de qualquer acessório que esconda o rosto – em estabelecimentos comerciais, públicos ou abertos ao público.

 

Além do capacete, o boné, o gorro e o capuz também podem ser proibidos – dependendo de como estiverem sendo usados. A abordagem pode ser feita pelos seguranças das lojas. A multa para quem desobedecer é de R$ 500.

 

A lei foi criada com base em estatísticas de assaltos a estabelecimentos comerciais. Seria uma medida para impedir a ação de bandidos que, de alguma forma são flagrados pelas câmeras de segurança das lojas e não são identificados. A lei é nova, mas já levanta muita discussão.

 

Uma gerente de uma loja no comércio popular concorda com a lei. “Facilita a gente pra reconhecer a pessoa que fez o assalto, abordou a gente. Eu sou a favor”, diz Maria de Fátima Azevedo, gerente de loja.

 

Um grupo de rappers e produtores musicais acha que o foco da lei está equivocado. “Repassa uma responsabilidade pra quem usa e na verdade, a responsabilidade teria que ser num foco de segurança. Tá inseguro? Tem gente assaltando com coisa na cabeça, então que aumente a segurança, não punir a gente num estilo de se vestir”, conta Tiago Sobral.

 

G1

 

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