Justiça recomenda fechamento de três delegacias por falta de efetivo em Taubaté

O juiz corregedor da Polícia Civil em Taubaté e Redenção da Serra recomendou o fechamento de três delegacias devido à falta de efetivo. A situação foi considerada ‘gravíssima’ após um levantamento realizado pelo magistrado. Diante da situação encontrada, o juiz Flávio Oliveira Cesar recomendou a “imediata contratação dos cargos abertos de escrivão, agente, investigador e […]

Por Editoria Delegados

O juiz corregedor da Polícia Civil em Taubaté e Redenção da Serra recomendou o fechamento de três delegacias devido à falta de efetivo. A situação foi considerada ‘gravíssima’ após um levantamento realizado pelo magistrado.

Diante da situação encontrada, o juiz Flávio Oliveira Cesar recomendou a “imediata contratação dos cargos abertos de escrivão, agente, investigador e delegado de polícia”, afirma em um trecho do documento enviado à Delegacia Seccional de Taubaté.

Caso isso não seja feito, o magistrado recomenda:

– extinção do 2º DP (Estiva), com a transferência das atividades dele para o 4º DP;

– mudança de endereço do 3º DP, devido às instalações precárias do prédio atual;

– transferência imediata de investigadores de outros DPs para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM);

– união da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que já funcionam no mesmo prédio e não contam com profissionais suficientes;

– fechamento da delegacia de Redenção da Serra, com a transferências das atividades dela para São Luiz do Paraitinga.

Moradores reclamam do avanço da criminalidade em Taubaté. Há um ano, comerciantes do centro sofreram com uma onda de assaltos. Fátima Sokuta foi uma das vítimas.

Assaltantes invadiram, em março do ano passado, a loja dela pelo telhado, que ficou danificado após a ação. Eles levaram dinheiro e produtos. Até o homem, ninguém foi preso.

O sindicato dos investigadores de polícia afirma que faltam ao menos 241 agentes no Vale do Paraíba. Em Taubaté, o déficit seria de, ao menos, 34 policiais. Os dados são de 2016.

A prisão de policiais civis em 2016 agravou a situação de falta de pessoal. Eles foram acusados pelo Ministério Público de associação criminosa, tráfico, extorsão, abuso de poder, corrupção passiva, entre outros crimes. Ao todo, sete policiais foram afastados ou presos.

A Polícia Civil de Taubaté não fala em números, mas reconhece que faltam profissionais. Contudo, afirma que, mesmo assim, tem reduzido os índices de crimes na cidade. De 2016 para 2017 caiu 17% o número de homicídios, de 53 para 44. Os roubos de carro caíram 6,5%, de 185 para 173.

Outros indicadores cresceram, entre eles os furtos de carros. Foram 3036 em 2016 e 3354 no ano passado, um aumento de 10%.

O delegado seccional de Taubaté, José Antônio, disse que não concorda com a união das delegacias, mas que vai analisar as orientações do juiz corregedor. Ele disse que já existem policiais em treinamento e que a cidade deve receber reforço de agentes neste ano.

G1

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