Justiça determina que bancos não abram na falta de policiamento no RS

RS: Entidades temem falta de segurança em função do anúncio de paralisação A Justiça do Trabalho determinou que as agências bancárias não abram nesta segunda-feira (3), caso não haja policiamento ostensivo nas ruas. A liminar deferida neste domingo (2) vale para todo o Rio Grande do Sul e atende uma ação judicial proposta pelo Sindicato do […]

Por Editoria Delegados

RS: Entidades temem falta de segurança em função do anúncio de paralisação

A Justiça do Trabalho determinou que as agências bancárias não abram nesta segunda-feira (3), caso não haja policiamento ostensivo nas ruas. A liminar deferida neste domingo (2) vale para todo o Rio Grande do Sul e atende uma ação judicial proposta pelo Sindicato do Bancários (SindBancários) e pela Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do estado (Fetrafi-RS). A decisão é da juíza de plantão no Foro Trabalhista de Porto Alegre, Noêmia Saltz Gensa.

A ação foi ajuizada no sábado (1) pelas entidades, que temem uma paralisação geral da Polícia Civil e Brigada Militar na segunda (3), em função do parcelamento dos salários dos servidores públicos, anunciada pelo governo do estado na última sexta (31). A medida adotada na tentativa de equilibrar as finanças gerou uma série de protestos de setores, principalmente da segurança pública.

A orientação, no entanto, é que os funcionários compareçam aos bancos para que sejam avaliadas as condições de trabalho e verificar se há a necessidade de dispensar os trabalhadores.

PMs fazem operação padrão

Em meio aos protestos que ocorreram ao longo do fim de semana no interior do estado, policiais militares deram início a uma manifestação chamada por eles de “operação padrão”. Os PMs se dirigem aos batalhões para cumprir as escalas, mas trabalham somente com equipamentos e viaturas com documentações em dia.
A assessoria de comunicação da Brigada Militar informou ao G1 que a medida passou a ser adotada na noite de sábado (1) em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, e se mantém neste domingo (2) em diversas cidades, inclusive Porto Alegre.

Os policiais que se deslocaram do Batalhão de Operações Especiais ao Estádio Beira-Rio para o jogo entre Inter e Chapecoense pelo Brasileirão foram transportados apenas pelos veículos regulares. Das 40 viaturas, apenas cinco puderam sair. Oitenta PMs foram levados em diversas viagens do batalhão ao local da partida. Outros foram a pé.

Paralisações programadas para segunda

Além dos servidores da segurança pública, funcionários de outros setores, programam uma paralisação das atividades para segunda-feira (3). Saiba aqui o que pode ser afetado no estado com os protestos.

A Federação Sindical dos Servidores, que representa 40 categorias, diz que o estado vai parar a partir da semana que vem. “As categorias estão mobilizadas e farão uma paralisação histórica no estado na próxima segunda-feira e uma assembleia no dia 18 para decidir por um greve ou não”, explica o vice-presidente da Fessergs Flávio Berneira Júnior.

A categoria está descontente com o parcelamento do salário de julho dos servidores estaduais. A medida foi anunciada na sexta-feira (31). O motivo da decisão, conforme o governo, é a crise financeira do estado, que se agrava com as quedas no orçamento nos últimos meses. A última vez que os servidores tiveram os salários parcelados foi em 2007, durante o governo de Yeda Crusius.

O pagamento de julho será dividido em três datas de agosto: na sexta (31), último dia útil do mês, os servidores públicos receberam R$ 2.150,00. Mais uma fatia, de R$ 1 mil, deve ser depositada no dia 13 de agosto. Aos funcionários que recebem salário superior a R$ 3.150,00, o restante será pago do dia 20 até 25 de agosto.

 

G1

 

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