Governo de São Paulo anuncia pagamento de atrasados como se fosse bondade, avalia Sindpesp

O Governo do Estado anunciou hoje o pagamento de R$ 176,2 milhões em bônus a 95 mil policiais de São Paulo. Apesar do marketing dar a entender que o valor é um prêmio, esse recurso é referente aos dois primeiros bimestres de 2021 e está atrasado há mais de um ano. “Esse dinheiro é de […]

Por Editoria Delegados

O Governo do Estado anunciou hoje o pagamento de R$ 176,2 milhões em bônus a 95 mil policiais de São Paulo. Apesar do marketing dar a entender que o valor é um prêmio, esse recurso é referente aos dois primeiros bimestres de 2021 e está atrasado há mais de um ano.

“Esse dinheiro é de um bônus que deveria ter sido pago no primeiro semestre de 2021. Ao invés de anunciar como um favor, o governador deveria estar pedindo desculpas por cumprir sua obrigação com quase um ano de atraso”, avalia a presidente do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati.

Para a delegada Raquel, o anúncio, mais uma vez, tem um claro viés eleitoreiro.

“As polícias foram massacradas durante três anos pelos eleitos em 2018 e agora, seis meses antes de uma nova eleição, a Segurança Pública vira prioridade em um passe de mágica. Não adianta tentar usar a segurança como ferramenta de marketing. Os policiais não caem mais. A população não cai mais”.

O bônus será bem-vindo para os policiais, que recebem salários que estão entre os piores do Brasil e precisam do dinheiro para sustentar suas famílias, mas a delegada Raquel lembra que o governo oferece migalhas, ao invés de solucionar o problema e pagar salários dignos aos policiais.

“O governo paga bônus com um ano de atraso e anuncia como uma vitória. Obriga o policial a trabalhar na folga e diz que a segurança vai aumentar. Muito marketing para pouco trabalho que realmente melhore a Segurança Pública, como salários dignos, estrutura e contratação de policiais”, completa a delegada Raquel.

O Sindpesp lembra que o valor só será pago aos policiais que cumpriram metas de redução de crimes, mesmo trabalhando com estrutura precária e, no caso da Polícia Civil, com um déficit de policiais que ultrapassa 15 mil cargos vagos.

 
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