Distritão e fundão: os parasitas sugam a presa até à morte

Por Luiz Flávio Gomes Por LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista. Criador do movimento Quero Um Brasil Ético. Estou no f/luizflaviogomesoficial A primeira tentativa de construção do Brasil durou 322 anos (1500-1822). Morreu com a queda e o parasitismo do império ibérico, que virou pó (nos séculos XVII e XVIII). A segunda iniciativa frustrada […]

Por Editoria Delegados

Por Luiz Flávio Gomes

 

Por LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista. Criador do movimento Quero Um Brasil Ético. Estou no f/luizflaviogomesoficial

 

 

A primeira tentativa de construção do Brasil durou 322 anos (1500-1822). Morreu com a queda e o parasitismo do império ibérico, que virou pó (nos séculos XVII e XVIII). A segunda iniciativa frustrada de construção do Brasil (1882-2017) está chegando ao seu fim (o ciclo está acabando).

 

Algo novo imperiosamente vai surgir (o Brasil 3.0). Com diferentes lideranças, distintas das cacicagens podres e perversas do PT, PMDB, PSDB e seus comparsas, nosso país precisa ser reconstruído.

 

A reforma política em discussão constitui mais um sinal aberrante da decrepitude do sistema parasitário que nos governa. As degeneradas elites dirigentes querem que o povo pague a reeleição de alguns parasitas do poder (investigados pela Lava Jato) para que eles continuem roubando o povo, sob o amparo do foro privilegiado e da impunidade. Isso é um disparate medonho.

 

Há três espécies de parasitismo humano (ver Manoel Bomfim): o predador (parasitismo pela devastação das pessoas, da terra, da água, das florestas), o social (enriquecimento com a força de trabalho mal remunerado) e o estatal (suga-se para o bolso particular o dinheiro público – do Estado – que é de todos). Todo parasitismo humano é tirania.

 

Nossas degeneradas elites dirigentes sempre governaram o Brasil dessa maneira (seja na era colonial, 1500-1822, seja na era neocolonial, 1822- 2017). Se uma nova geração de dirigentes éticos não assumir o País, todos sofreremos (ou morreremos) nas mãos dessa tirania parasitária.

 

A reforma política em andamento combina o distritão (eleição dos mais votados para todos os cargos, incluindo os de deputado e vereador – isso só existe no Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Ilhas Pitcairn) com o fundão (financiamento da campanha eleitoral com dinheiro público – R$ 3,6 bilhões).

 

O fundo partidário já destina para isso quase R$ 1 bilhão. A chamada propaganda “gratuita” nos leva mais uns R$ 3 bilhões. Total: quase R$ 8 bilhões (que poderiam melhorar em muito os serviços públicos para a população).

 

Pela apatia revelada, parece que o povo está topando pagar essa monstruosa conta sem contestar. Neste momento de absoluto desencanto com o Brasil, docilidade maior com o poder corrupto é difícil encontrar. Esses corruptos não merecem benevolência nem indulgência. Voto faxina neles, em 2018, renovando-se amplamente o Congresso Nacional.

 

Da Redação

 

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

Veja mais

Alesandro Barreto segue, pela 10ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Reinterpretando os grupos criminosos com base na Lei de Antifacção

Por Placidina Pires e Adriano Sousa Costa

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato
Veja mais

Furto simples não tem mais fiança policial

04MAI26 --5
Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança em furto simples

Ceder conta bancária “laranja”para prática de crime

04MAI26 --4
Mudanças ampliam penas para fraudes eletrônicas e passam a punir quem cede contas bancárias para práticas criminosas

Lei 15.397 aumenta penas de crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio

Governo Federal publicou, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397 foca, especialmente, na criminalidade moderna e nas infrações que afetam o cotidiano do cidadão, como o roubo de celulares e

Ameaça forjada do CV, interferências municipais e decisões atípicas: TJ afasta mais um juiz por suspeita de falhas graves

(MT) A corregedoria também investiga ataques verbais proferidos pelo magistrado contra autoridades locais e o uso indevido de sua escolta para fins particulares.

Delegado da Polícia Civil Guilherme Escobar morre no Piauí

(PI) Guilherme Escobar estava lotado na Delegacia Seccional de Oeiras e já havia atuado nas cidades de Pio IX, Gilbués e Picos.

Responder por crime de mesma natureza justifica prisão preventiva

A Prisão Preventiva em Casos de Reiteração Delitiva: Fundamentos Jurídicos e Aplicação Prática

Saudade, respeito e legado: 30 dias sem Steferson Nogueira

Delegado Steferson Nogueira | PCPB
Reconhecido por sua atuação firme, estratégica e humana, ele deixou marcas profundas na Polícia Civil da Paraíba e no cenário nacional.
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.