Delegados de Polícia são contra a reforma da previdência prevista para os policiais

Votação deve acontecer no próximo dia 20 A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ), que representa mais de 7 mil Delegados de Polícia das Polícias Civis e Federal posiciona-se contra o texto da reforma da previdência que está com a votação marcada para o próximo dia 20 de fevereiro no Plenário da Câmara […]

Por Editoria Delegados

Votação deve acontecer no próximo dia 20

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ), que representa mais de 7 mil Delegados de Polícia das Polícias Civis e Federal posiciona-se contra o texto da reforma da previdência que está com a votação marcada para o próximo dia 20 de fevereiro no Plenário da Câmara dos Deputados.

De acordo com a proposta, os policiais civis e federais passarão a ser submetidos à regra de idade mínima de 55 anos, sem regras de transição, e aumentando o tempo de atividade policial dos atuais 20 anos, para homens, e 15 anos para mulheres, para 25 anos de atividade estritamente policial para ambos. A ADPJ Nacional se posiciona ainda, contrária ao parecer do Relator, pois não reconhece a especificidade e a periculosidade das carreiras policiais.

Outro fator grave que prejudica a classe é a pensão por morte, que não será integral, e a impossibilidade de acumulação do valor da pensão por morte com o salário do trabalho habitual do (a) pensionista.

De acordo com o Assessor Parlamentar da ADPJ Nacional, Delegado Thiago Costa, toda classe será prejudicada com a reforma em pontos cruciais, mesmo considerando o parecer apresentado pelo Relator da proposta, “com a criação de novos parâmetros para a concessão desse direito abrangendo os Delegados que já estão na ativa, vai retardar assim o momento das aposentadorias” assegura o Assessor.

Segundo o documento do Governo Federal (https://goo.gl/92G8H6) emenda aglutinativa à proposta de emenda constitucional (PEC) 287, a Lei é válida para homens e mulheres.

Cinthia Paula de Lima – Presidente da ADPJ

Um dos itens da reforma é a retirada da aposentadoria especial por risco de vida, que segundo Cinthia Paula de Lima, Presidente da ADPJ Nacional, representa um desrespeito com a classe, “a vida do Delegados, assim como a dos demais colegas da Polícia Civil como agentes e escrivães, estão expostas e isso acarreta na diminuição da expectativa de vida do profissional”, afirma a Delegada.

Da forma como foi proposta, será excluído o inciso II do § 4º do art. 40 da Constituição Federal, que prevê requisitos e critérios diferenciados para aposentadoria daqueles que exerçam atividades de risco, como Delegados de Polícia, sendo essa a base constitucional que ampara a Lei Complementar 51/1985.

Outro ponto negativo e que está incluído na reforma é o fato da idade mínima passar a ser de 55 anos, ou seja, Delegados, Agentes e Escrivães com mais de 50 anos estarão em operações nas ruas.

Thiago Costa – Assessor Parlamentar da ADPJ

Thiago Costa, Assessor Parlamentar da ADPJ Nacional, acredita que, da forma como foi proposta, a reforma da previdência não observa a segurança jurídica daqueles que trabalham em regime especial e de periculosidade, como os Delegados de Polícia. “Os policiais trabalham em regime que não pode ser tratado da mesma forma que o restante do serviço público ou da iniciativa privada. Além de exercerem função exclusiva de Estado, são submetidos a situações que maculam a saúde e a integridade física e mental. Portanto, é imperioso que se estabeleça um regime jurídico único especial de todos os policiais, sem exceção, para que não exista tratamento diferenciado entre policiais e que seja distinto daquele regime previsto aos demais servidores públicos e a iniciativa privada,” afirma o Assessor.

ADPJ

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

Veja mais

Delegado-Geral de SC adota cão Caramelo jogado no mar por adolescentes

(SC) O delegado Ulisses Gabriel decidiu cuidar do cachorro. O cão Orelha sofreu lesões graves e teve de ser submetido à eutanásia

Polícia Civil do PI prende ladrão especialista em roubo de cofres de lojas e cartórios de Teresina

(PI) Atuação técnica, investigação qualificada e resposta rápida da Polícia Civil do Piauí reforçam o compromisso permanente com a segurança pública e o combate à criminalidade

Quatro réus são condenados a mais de 100 anos pela morte de policial militar em MT

(MT) Tribunal do Júri condenou os quatro réus acusados do assassinato do sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, morto a tiros no dia 22 de

Governador de Mato Grosso parabeniza Polícia Civil e CORE em vídeo com delegado Fred Murta

(MT) Governador destacou coragem e profissionalismo das equipes

Requisito silencioso que define a legalidade da busca e apreensão policial

A imprescindibilidade da análise constitutiva do ato de persecução penal e os limites da atuação policial para evitar nulidade da diligência

Chico Lucas é escolhido para chefiar Segurança Pública no Ministério da Justiça

Nomeação de Chico Lucas atende pedido do Consesp e ocorre após saída de Mário Sarrubbo da Senasp

A calúnia ao afirmar que investigação contra si é caluniosa

Veja o questionário-base utilizado para Identificação do dolo em crimes contra a honra
Veja mais

“Policial você está me tratando como bandido!”; ‘cidadão de bem’ pode falar isso ao policial?

25NOV25 DESABAFO POLICIAL
Análise jurídico-policial dos discursos de pessoas abordadas que questionam, sem justa casa, o serviço policial, podendo cometer crimes

Da arma de fogo ao crime virtual: os novos desafios da segurança pública

Por Thiago Frederico de Souza Costa

Da ponta policial à estratégia: Thiago Costa detalha os desafios e avanços da segurança pública no DF

Com atuação técnica e estratégica, Thiago Frederico de Souza Costa reforça que o fortalecimento do sistema de segurança pública do DF passa, necessariamente, pela valorização dos profissionais e pela integração

Banco Master, a custódia “VIP” das provas e a inversão silenciosa da cadeia de custódia

Quando a exceção começa a substituir a técnica - Por Raquel Gallinati

Busca domiciliar sem mandado: procedimento jurídico-policial

Roteiro jurídico-policial para produção de diligência de busca domiciliar sem ordem judicial

Produzir, possuir ou vender espetinhos com carne “pintada”; usar corantes e outras substâncias. Decisões Policiais Adotadas

6 Decisões Policiais adotadas para ocorrência de misturar tipos de carnes com uso de corante; possuir, vender e demais atos

Delegado mostra fábrica que fazia espetinhos com carne “pintada”. Veja o vídeo

6 Decisões Policiais adotadas para ocorrência de misturar tipos de carnes com uso de corante; possuir, vender e demais atos
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.