Delegado Maurício Demetrio diz que, ‘se existir corrupção’ na polícia, é a do jogo do bicho

RJ: Resposta do policial consta em processo na 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa no qual ele é réu por chefiar organização criminosa O delegado Maurício Demetrio, acusado de chefiar uma organização criminosa que usava da instituição para extorquir, chantagear e fazer dossiês contra desafetos, disse em depoimento à Justiça que, “se existir corrupção” […]

Por Editoria Delegados

RJ: Resposta do policial consta em processo na 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa no qual ele é réu por chefiar organização criminosa

 

O delegado Maurício Demetrio, acusado de chefiar uma organização criminosa que usava da instituição para extorquir, chantagear e fazer dossiês contra desafetos, disse em depoimento à Justiça que, “se existir corrupção” na polícia, é a do jogo do bicho. Demetrio depôs na 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa na ação penal na qual é apontado como integrante de uma quadrilha que exigia dinheiro de comerciantes de roupas falsificadas na Rua Teresa, em Petrópolis, em 2020. O delegado foi preso pelo Ministério Público em junho do ano seguinte, na Operação Carta de Corso.

Durante o depoimento de Demetrio, prestado em 13 de abril do ano passado, o então juiz da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, Bruno Rulière, perguntou se o delegado tinha conhecimento da corrupção na Polícia Civil:

“O senhor tem conhecimento de alguma corrupção institucionalizada na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro? Institucionalizada, aquela que está enraizada, que funciona independente dos personagens que já têm. A máquina corrupta, ela funciona independente da troca de personagens. O senhor tem conhecimento de alguma corrupção institucionalizada nas especializadas do Rio de Janeiro?”

Demetrio pergunta: “especializadas?”. O magistrado confirma e o delegado responde: “Se existir é do jogo do bicho. Fora isso….”.

Na época das investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Demetrio era justamente de uma unidade especializada, a Delegacia de Repressão contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). O delegado tentou, inclusive, impedir as investigações contra um esquema de propina na delegacia em que comandava, ao incriminar colegas da Corregedoria Interna da Polícia Civil que também o investigavam.

No fim deste mês, a Justiça aceitou outra denúncia contra o delegado por obstrução de Justiça. Ele tentou orientar o advogado de comerciantes acusados de ajudá-lo no esquema de cobrança de propinas de outros lojistas de Petrópolis. Conversas por aplicativo de mensagem extraídas de um dos celulares do delegado, mediante autorização judicial, comprovaram que Demetrio conversava com um advogado para tumultuar o processo judicial.

O réu responde ainda por associação criminosa, lavagem ou ocultação de bens, abuso de autoridade, denunciação caluniosa e fraude processual. Quando foi preso, os agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio apreenderam R$ 240 mil em dinheiro na casa de Demetrio, na Barra da Tijuca, além de 13 celulares, três carros de luxo blindados, além de joias como relógios de marca famosa.
Além dos processos em que é réu na Justiça, o delegado responde à sindicância administrativa na Corregedoria Interna da Polícia Civil há quase dois anos.

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