“Delegado bom é delegado morto”, diz jovem sobre morte de Guerino Solfa

SP: Mãe pede desculpa após filho divulgar isso e preso por apologia ao crime e vilipêndio A mãe do rapaz de 21 anos, que foi preso na noite de segunda-feira (4) no Jardim Maria Lúcia, em São José do Rio Preto (SP), após divulgar em um grupo no WhatsApp fotos do corpo do delegado Guerino […]

Por Editoria Delegados

SP: Mãe pede desculpa após filho divulgar isso e preso por apologia ao crime e vilipêndio

A mãe do rapaz de 21 anos, que foi preso na noite de segunda-feira (4) no Jardim Maria Lúcia, em São José do Rio Preto (SP), após divulgar em um grupo no WhatsApp fotos do corpo do delegado Guerino Solfa Neto, morto no dia 25 de junho, diz que sente muito pela família do delegado e afirma que o filho não tinha a intenção de compartilhar as imagens.

A polícia encontrou o corpo do delegado Guerino Solfa Neto em uma vicinal às margens da BR-153. O delegado foi morto a tiros após dois criminosos, que foram presos na semana passada, roubarem a caminhonete da vítima. Os suspeitos são detentos e estavam de saidinha temporária no dia do crime.

“Me desculpa a falta de respeito do meu filho com a família. Independentemente de ser ele ou qualquer um que postou isso (fotos do delegado), porque para mim isso é um insulto à familia. Meu Deus, isso é humilhante para qualquer família”, disse a mãe e comerciante Cleidiane Marcos Barbosa Lima, de 45 anos, em entrevista ao G1 nesta terça-feira (5).

Cleidiane afirma, no entanto, que o filho não foi o único a repassar as imagens. “Era um grupo, porque pegaram só ele? Do mesmo jeito que viram o nome do meu filho, a polícia tinha uma lista de 10 nomes no grupo e só pegaram meu filho. Um monte de gente compartilhou e ele poderia ter compartilhado, mas não foi a intenção dele. O que ele queria era compartilhar a foto do bebê, do filho dele, mas na hora que foi compartilhar foi essa outra foto, ele se confundiu”, diz.

Segundo a polícia, Wendel Pedro Marques de Lima compartilhou a foto e escreveu: “Delegado bom é delegado morto”. Cleidiane afirma que a frase estava escrita na foto e que não foi o filho dela quem escreveu.

 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, policiais receberam informações de que o suspeito estava divulgando imagens do local do crime e do corpo do delegado, que foi vítima de latrocínio. A mãe de Wendel diz que quando os policiais foram à casa dela o filho estava sozinho e não em uma turma como está no boletim de ocorrência. “O pai dele mandou ele trancar o portão, quando a polícia chegou. Meu filho estava sozinho, o Wendel é uma pessoa de bem e, geralmente, nem sai de casa. Havia um grupo de jovens para baixo da minha casa, mas lá na frente não tinha, não”, afirma.

Ele foi levado ao plantão policial, onde o delegado Eder Galavoti Rodrigues o autuou em flagrante por apologia ao crime e vilipêndio a cadáver. Galavoti arbitrou fiança de R$ 1 mil, mas como o suspeito não pagou foi levado ao Centro de Detenção Privisória (CDP) de Rio Preto. O advogado de Wendel, Gustavo Salvador Fiore, entrou nesta terça-feira com um pedido na Justiça de liberdade provisória e aguarda a decisão.

 

Entenda o caso

O delegado do Deinter-5, Guerino Solfa Neto, de 43, anos, foi encontrado morto, com um fio de celular amarrado em uma das mãos e com marcas de tiros às margens de uma vicinal da rodovia Washington Luís, em São José do Rio Preto (SP), na noite de sábado, 25 de junho.

A caminhonete do delegado foi localizada na noite de domingo (26) no Capão Redondo e, três dias depois do crime, a polícia prendeu o suspeito Abner Saulo Oliveira Calixto, em São Paulo. Na manhã de quinta-feira (30), o segundo suspeito de participar do assassinato foi identificado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto. Rodrigo Costa já cumpria pena por tráfico de drogas, mas estava de saidinha temporária na hora do crime.

Segundo informações da polícia, Rodrigo confessou ter participado do crime com Abner Calixto. A Polícia Civil acredita que os dois suspeitos que mataram o delegado não sabiam que ele era policial na hora da abordagem para o assalto.

G1

 

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