A nova estratégia que fez a Polícia do Piauí recuperar mais de 5 mil celulares roubados

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) já recuperou e devolveu mais de 5 mil celulares frutos de furto e roubo entre 2023 e o início de 2024. O Fantástico de domingo (24) mostrou como funciona a dinâmica que, segundo a SSP, reduziu em 40% o número de roubos e furtos de celulares na […]

Por Editoria Delegados

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) já recuperou e devolveu mais de 5 mil celulares frutos de furto e roubo entre 2023 e o início de 2024. O Fantástico de domingo (24) mostrou como funciona a dinâmica que, segundo a SSP, reduziu em 40% o número de roubos e furtos de celulares na capital Teresina.

https://www.youtube.com/watch?v=HQ6FBNtohlY

O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, e os delegados Matheus Zanatta e Anchieta Nery, explicam todos os processos que levaram a um sistema que já recuperou celulares no Piauí, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Roraima, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará e Bahia.

Uma das vítimas que conseguiu recuperar o celular através da ação da SSP é um motoboy que já foi roubado 9 vezes.

“Nove celulares roubados. Sou motoboy e todos os assaltos ocorreram quando eu tava trabalhando. Com muita alegria conseguir recuperar, vai me ajudar a voltar a trabalhar de novo”, disse.

O ciclo do celular roubado

Secretário de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas

Segundo Chico Lucas, a ideia da operação surgiu após a SSP analisar toda a cadeia de comercialização de celulares roubados, que iniciam no assalto e terminam na compra de aparelhos roubados.

“Quando assumimos, vimos que furto e roubo de celulares estão entre os crimes mais comuns no Brasil. Com isso, tentamos entender a cadeia criminosa desde o roubo, que geralmente é combatido, só que percebemos também que há um mercado do produto roubado que vai do lojista que recebe esses produtos, até o comprador final. Então, tivemos a ideia de responsabilizar toda essa cadeia”, explicou Chico Lucas.

Justiça aliada das ações policiais

O superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta, informou que a ação de identificação dos aparelhos tornou-se mais efetiva após uma decisão judicial autorizar o rastreamento digital dos celulares subtraídos. Anteriormente, a identificação desses aparelhos roubados era feita individualmente, através da operadora.

Com isso, depois que a vítima faz o registro do Boletim de Ocorrência, com os dados dos celulares em restrição de roubo e furto, os aparelhos são rastreados. Eles têm o IMEI identificado e as operadoras telefônicas informam onde estão no momento.

Conforme o delegado Zanatta, com a localização dos aparelhos, a SSP trabalha com três vieses para a apreensão e devolução.

Software da SSP como ferramenta essencial

O Diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, delegado Anchieta Nery, destacou o uso de um software que reúne os dados de furtos e roubos, das operadoras telefônicas e de empresas que vendem os aparelhos.

Com o programa, a SSP consegue visualizar quantos celulares foram recuperados, se possuem informações suficientes para disparar intimações e onde os aparelhos estão.

Com todo o processo reunido em um único programa, a Secretaria consegue fazer intimações em massa para até 500 pessoas de uma vez e, consequentemente, recuperar muito mais aparelhos de uma única vez.

Após a devolução do celular furtado ou roubado, a pessoa assinará um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por receptação, que pode ser:

– dolosa (quando a pessoa tem consciência de que estava com um aparelho roubado)
– ou culposa (quando a pessoa não sabia que estava com um celular fruto de roubo)
– ou receptação qualificada, no caso dos comerciantes dos aparelhos.

Ao g1, uma das intimadas da ação do dia 1º de março, que preferiu não se identificar, relatou que comprou o aparelho com um colega de trabalho e não imaginava que estava com um celular fruto de roubo. A mulher recebeu um TCO por receptação culposa.

“Ele disse que comprou uma loja e eu acreditei. Paguei R$ 1.200 há uns sete meses e o celular ‘tava novinho. Na época, foi quase o meu salário todo. É uma pena, mas temos que fazer o que é certo”, contou.
A pena de cada tipo varia conforme a intenção de quem estava com o aparelho, determinada em investigação policial posterior.

g1

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