Choros, homenagens, cortejo de despedida e enterro do delegado Josenildo Belarmino

Josenildo Belarmino de Moura Júnior tinha 33 anos e exercia a função havia apenas dois meses. Ele pretendia voltar a Pernambuco, onde passou num concurso de delegado. Foi enterrado nesta quinta-feira (16) o corpo de Josenildo Belarmino de Moura Júnior, delegado da Polícia Civil de São Paulo que foi morto a tiros na capital paulista […]

Por Editoria Delegados

Josenildo Belarmino de Moura Júnior tinha 33 anos e exercia a função havia apenas dois meses. Ele pretendia voltar a Pernambuco, onde passou num concurso de delegado.

Foi enterrado nesta quinta-feira (16) o corpo de Josenildo Belarmino de Moura Júnior, delegado da Polícia Civil de São Paulo que foi morto a tiros na capital paulista durante uma tentativa de assalto (veja vídeo acima). O sepultamento aconteceu por volta das 10h45, em Chã Grande, na Zona da Mata, cidade natal da vítima. O município decretou luto oficial de três dias.

A noiva da vítima, Gabriela Rodrigues, contou que o casal estava junto há dez anos e, neste ano, se casaria. A cerimônia seria realizada ainda neste ano, assim que Josenildo concluísse o curso de formação da Polícia Civil pernambucana.

“Josenildo era um filho ímpar, a coluna da casa dele. Um excelente profissional. Por onde passou, deixou marcas incríveis. Como noivo, acho que a fórmula foi jogada fora. Só tinha ele. […] Uma pessoa que nunca pagou mal com o mal, que era perseverante, buscava os objetivos independente das dificuldades, e para quem a família estava acima de tudo. Íntegro, correto, generoso, tinha empatia”, contou.

Gabriela também disse que o sonho do delegado era voltar para Pernambuco para ficar próximo da família.

“Ele pretendia retornar para casa, ficar perto da mãe, do irmão, do pai, construir a vida comigo e, futuramente, pretendia voltar a ensinar jovens que queriam ingressar num concurso público. Ele tinha isso como uma forma de retribuir para o mundo como bondade do que ele já recebeu”, disse.

Danilo Moura, primo de Josenildo, disse que ele estava “vivendo um sonho”, e que o delegado estava muito feliz e satisfeito com as conquistas profissionais. Lembrou que Josenildo, ao se formar na faculdade, foi laureado, e logo em seguida passou num concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cargo que deixou para se tornar delegado.

“Passou em três concursos para delegado de polícia. Em São Paulo, concurso dificílimo; Pernambuco, para onde ele ia voltar em março; e também na Paraíba. Ele estava vivendo um sonho. Um sonho que durou sete meses. A corporação, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, só tinha elogios ao trabalho de Júnior. Quem conhecia nosso Josenildo Belarmino de Moura Júnior sabia da excelência profissional que ele era”, afirmou.

Por meio de nota, a prefeitura de Chã Grande manifestou “profundo pesar” pela morte de Josenildo e expressou condolências aos familiares e amigos do delegado.

Uma câmera de segurança registrou o crime

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Campo Limpo, recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota, a SSP lamentou a morte do agente e disse que as investigações prosseguem pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio da 6ª Delegacia Seccional.

Entre choros e homenagens, começa o cortejo de despedida do delegado morto em São Paulo

O corpo de Josenildo foi velado, no início da manhã desta quinta-feira (16), no Ginásio de Esportes José Barbosa Filho, em Chã Grande.

Após longas horas de velório, começou o cortejo que levará o corpo do delegado Josenildo Belarmino de Moura Júnior, de 32 anos, até o cemitério municipal de Chã Grande, sua cidade natal.

O corpo de Josenildo foi velado, no início da manhã desta quinta-feira (16), no Ginásio de Esportes José Barbosa Filho, localizado na Escola Municipal XV de Março, na Zona da Mata do Estado, e agora segue em direção ao local de descanso final.

A cidade de Chã Grande está parada, unida em luto, enquanto a população se posiciona nas calçadas para acompanhar o cortejo. O comércio está fechado, e muitas pessoas caminham atrás do caixão, carregando coroas de flores como demonstração de carinho e respeito. Familiares do delegado se revezam para carregar o caixão, comovidos pela dor da perda, enquanto a comunidade demonstra solidariedade e afeto.

Em um gesto simbólico de amor e respeito, moradores montados em cavalos acompanham o cortejo, representando a paixão de Josenildo por cavalos. A presença de amigos de São Paulo, que vieram para a cidade natal para prestar sua última homenagem, reforça a importância que o delegado teve tanto em sua terra natal quanto na capital paulista.

Antes de seguir para o cemitério, o cortejo fez uma parada diante da Igreja Matriz de São José, onde a população se reuniu para uma última oração em memória ao seu espírito.

“Ele era um rapaz de caráter, tinha dignidade e, mesmo tão novo, conseguiu deixar um legado enorme para todos nós. Esse é o maior velório da história de Chã Grande. Essas pessoas aqui são a prova de como o meu sobrinho era querido”, disse o tio de Josenildo, Josevan Belarmino, de 54 anos, em entrevista ao Diario de Pernambuco.

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