‘Carioca foi presa por contradições sobre a morte de italiana’, diz delegada do CE

CE: Pelo menos 2 pessoas participaram do homicídio Pelo menos duas pessoas participaram do crime que matou a turista italiana Gaia Molinari, na praia de Jericoacoara, no litoral cearense, segundo a delegada que investiga o caso, Patrícia Bezerra. Na madrugada desta segunda-feira (29), a Justiça expediu mandado de prisão preventiva de uma carioca, de […]

Por Editoria Delegados

CE: Pelo menos 2 pessoas participaram do homicídio

 

Pelo menos duas pessoas participaram do crime que matou a turista italiana Gaia Molinari, na praia de Jericoacoara, no litoral cearense, segundo a delegada que investiga o caso, Patrícia Bezerra. Na madrugada desta segunda-feira (29), a Justiça expediu mandado de prisão preventiva de uma carioca, de 31 anos, suspeita de participação no crime, que foi presa em Fortaleza. Em depoimento à Polícia Civil, a suspeita havia afirmado que conheceu a vítima em um albergue em Fortaleza e que viajaram juntas para Jericoacoara.

De acordo com a delegada, a suspeita entrou em contradição várias vezes nos depoimentos. “Colhemos vários indícios e depoimentos que apontaram para incontáveis contradições que ela (carioca) estava deixando ao longo da investigação. O que autorizava sem sombra de duvida, a prisão temporária dela”, disse a delegada. De acordo com a delegada, entre as contradições estão horários e locais de passeios da suspeita com a vítima na Jericoacoara.

Ainda conforme a Polícia Civil, a carioca, que é farmacêutica, estava com passagem marcada de volta para o Rio de Janeiro para a manhã desta segunda-feira. “Era importantíssimo que ela não saísse daqui”, ressaltou a delegada. De acordo com Patrícia Bezerra, a carioca foi ouvida como testemunha do caso pela primeira vez no dia 26 de novembro, depois de ser localizada por policiais na praia de Canoa Quebrada.

No sábado (27), policiais foram a Jericoacoara para comprovar as informações dadas pela carioca em depoimento. “No início, ela era a nossa principal testemunha. A companheira de viagem dela, com quem a Gaia passou nos últimos dias. Em Jericoacara, a equipe verificou que muitas coisas que havia dito não eram verdadeiras”, contou a titular de Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur).

No domingo (28), a delegada foi à praia para formalizar depoimentos de pessoas do local e, ainda como testemunha, a carioca também foi levada pela polícia para Jericoacoara. “Lá, quando ela foi chamada para ser reinquirida, ela não sustentou o que tinha dito inicialmente nem explicou o porquê dessas mentiras”. Desde a manhã desta segunda-feira (29), a farmacêutica está presa na Delegacia de Capturas, no Centro de Fortaleza.

Gaia Molinari foi encontrada morta por estrangulamento em 25 de dezembro na localidade de Serrote, próxima à Pedra Furada, um dos locais mais visitados da praia. Segundo o comandante de policiamento do interior da região Norte, coronel Júlio Aquino, o corpo da italiana foi encontrado por volta das 13 horas por um casal. A mulher estava vestida de biquíni com marcas nos dois pulsos e no pescoço e com arranhões no corpo.

Além do exame de DNA que pode identificar violência sexual na vítima, a perícia também realizou exame toxicológico, ainda sem data para ser divulgado. O exame vai identificar se ela ingeriu alguma substância antes de ser morta, já que policiais acreditam que ela pode ter sido dopada.

 

A polícia trabalha com duas hipóteses que motivaram o crime, segundo a delegada, uma de crime passional e a segunda não foi revelada para não atrapalhar as investigações.

De acordo com as investigações e testemunhas do local, a italiana tentou voltar para Fortaleza um dia antes de morrer, no dia 23 de dezembro, e dizia não estar se sentindo bem de saúde. Ela não conseguiu voltar por problemas na empresa que realiza o transporte de passageiros. Gaia, então, manteve a passagem para o dia 24 de dezembro no mesmo horário que voltaria a carioca, mas não viajou. A farmacêutica afirmou ter voltado para Fortaleza sem a italiana porque a vítima teria dito que gostaria de ficar mais tempo na praia.

A delegada Patrícia Bezerra afirmou que a prisão preventiva da carioca apenas é o início das investigações. “A investigação não terminou. Muito pelo contrário, começou agora. Temos outras pessoas a serem encontradas”, disse. A Polícia Civil pretende colher mais depoimentos e testemunhas da passagem da italiana em Jericoacoara. Antes de chegar ao Ceará, Gaia também passou pelo Rio de Janeiro, cidade da suspeita presa. “Estamos investigando se as duas já se conheciam antes de chegar aqui no Ceará”. Um policial italiano está em Fortaleza para prestar apoio à polícia cearense.

O corpo da turista, que tinha 29 anos e trabalhava como relações públicas, vai ser embalsamado e deve ser liberado até quarta-feira (31) do Instituto Médico Legal de Sobral, segundo informações do cônsul da Itália no Ceará, Roberto Misici. De acordo com o consulado, o corpo ficará em Fortaleza até que sejam resolvidos todos os trâmites burocráticos e ainda não tem data para ser levado para a Itália.

Laudo sobre a morte

De acordo com o laudo da Polícia Civil, divulgado na tarde de sexta-feira, a turista italiana Gaia Molinari foi morta por estrangulamento. Gaia sofreu vários golpes com objetos cortantes no corpo e no rosto antes de ser asfixiada. O corpo foi encontrado próximo à Pedra Furada, ponto turístico da Praia de Jericoacoara, no litoral do Ceará.

Antes de ir para Jericoacoara, a italiana estava hospedada em um albergue, em Fortaleza, desde o dia 16 de dezembro. No alberque, Gaia teria conhecido a carioca que a convidou para ir a Jericoacoara. De acordo com funcionários do albergue, ela deixou alguns objetos pessoais no local, como um computador e o passaporte.
O crime

Segundo informações da Polícia Militar, o corpo da italiana foi encontrado por outros turistas na área do Serrote. Os moradores de Jijoca de Jericoacoara afirmam que a jovem estava em Jericoacoara acompanhada de uma amiga carioca. Ambas deveriam ter deixado a cidade de Jijoca na quarta-feira (24), mas Gaia Molinari não retornou do passeio na véspera do Natal. Ela trabalhava em um hostel em Jijoca de Jericoacoara em troca de hospedagem e viajava por vários países, segundo pessoas que conheceram a vítima.

 

G1

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