‘Brutal’, diz policial federal pai de estudante de medicina morto por PM em boate

MT: Polícia Federal abriu investigação para apurar a morte do filho do agente A família do estudante de medicina Maurício Rodrigues Pinheiro, de 23 anos (imagem ao lado), assassinado a tiros por um policial militar dentro de uma boate em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, procura entender os motivos do crime, ocorrido […]

Por Editoria Delegados

MT: Polícia Federal abriu investigação para apurar a morte do filho do agente

A família do estudante de medicina Maurício Rodrigues Pinheiro, de 23 anos (imagem ao lado), assassinado a tiros por um policial militar dentro de uma boate em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, procura entender os motivos do crime, ocorrido neste fim de semana. O estudante era filho do policial federal Maurício de Carvalho Pinheiro, de 54 anos. O cabo da PM, Paulo César Guirra, de 37 anos, atua na cidade de Aragarças (GO) e negou à Polícia Civil ter matado Maurício.

“Foi um crime sem sentido e totalmente brutal. Meu filho tinha acabado de chegar ao local e foi baleado. E não tem cabimento dizer que houve uma briga, o cara [policial militar] tem dois metros de altura e é um ‘monstrão’. Meu filho não tinha nem 1,70 metro de altura e era magro. Não tem como comparar”, declarou ao G1 o pai do estudante.

Segundo a família de Maurício, o jovem foi para a boate para encontrar com amigos de infância, após a formatura de faculdade de um deles. O estudante cursava medicina em Maringá, no Paraná, e passava uma temporada com a família em Mato Grosso.

As testemunhas disseram que o policial militar se aproximou de Maurício, o abraçou por trás, sacou uma arma e atirou. O pai do estudante afirmou que Maurício foi baleado meia hora após chegar à boate. Paulo Guirra teria sido agredido ao ser imobilizado por policiais militares que estavam à paisana na boate e também foi encaminhado para um hospital, junto com Maurício. O estudante foi atingido por quatro disparos e teve o corpo enterrado no fim de semana, em Barra do Garças.

O pai de Maurício atua em um setor de inteligência ligado a Brasília, que combate o crime organizado e quadrilhas de traficantes em Mato Grosso e na fronteira com a Bolívia. Uma equipe da Polícia Federal saiu de Cuiabá para Barra do Garças para coletar dados do crime e iniciar uma investigação.

“Estamos fazendo uma investigação paralela [à Polícia Civil] para ver se tem indícios de ligação com o meu trabalho. Eu já recebi diversas ameaças e fizemos prisões de organizações criminosas. Eu sou um policial que não abandona nenhuma hipótese, mas precisamos saber qual foi a motivação [do assassinato]”, afirmou o policial federal. A mãe do universitário e a irmã dele estão abaladas.

Policial militar preso

Guirra, o policial que foi preso suspeito de atirar contra e matar o estudante, disse à Polícia Civil que foi agredido por Maurício. Mas a versão do policial é isolada das testemunhas, que apontam o PM como quem atirou no estudante. No entanto, a motivação do assassinato é desconhecida até o momento pela investigação policial.

O policial está detido provisoriamente no Presídio de Santo Antônio do Leverger, a 35 km de Cuiabá. O cabo atuava na 4ª Companhia da Polícia Militar de Goiás, em Aragarças. Por telefone, o subcomandante e capitão da unidade, Giovani Peres, informou que acompanha a situação do policial militar que está preso em Mato Grosso.

“A PM lamenta o fato. Dói e é constrangedor. Para nós ele era um bom policial e não tínhamos problemas com ele. O cabo era o campeão de flagrantes. [No dia do crime] ele [Guirra] tinha chegado de um curso em Goiânia e foi para essa casa noturna. O clima [na cidade] está ruim”, pontuou o capitão ao G1.

Conforme o subcomandante, um procedimento disciplinar foi aberto para apurar a conduta e os fatos que envolveram Guirra no assassinato do estudante de medicina.

G1

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