Advogado fantasiado de Sininho é indiciado por urinar em viatura policial

Advogado registrou o momento e postou nas redes sociais:“Racistas eu trato é na base do golden shower.” Na manhã do último domingo, o advogado Tomaz Vicente Nascimento Moreira, de 35 anos, após sair de um bloco na Lapa, no Centro do Rio, urinou em uma viatura da 5ª DP (Mém de Sá), estacionada em frente […]

Por Editoria Delegados

Advogado registrou o momento e postou nas redes sociais:“Racistas eu trato é na base do golden shower.”


Na manhã do último domingo, o advogado Tomaz Vicente Nascimento Moreira, de 35 anos, após sair de um bloco na Lapa, no Centro do Rio, urinou em uma viatura da 5ª DP (Mém de Sá), estacionada em frente à delegacia.

Vestido de Sininho, o advogado registrou o momento e postou nas redes sociais: “Racistas eu trato é na base do golden shower. Desejo que vocês recebam exatamente aquilo que vocês merecem. Nada mais, nem menos. O que é de vocês já está guardado, não serei eu que vou dar”, escreveu o rapaz em seu perfil no Instagram.

A publicação viralizou rapidamente, e a polêmica chegou até a Polícia Civil. Nesta quarta-feira, Tomaz foi indiciado pelos crimes de apologia, ato obsceno e desacato.

“O que mais assusta nesse episódio é que o comportamento absurdo veio de um advogado, pessoa que deveria zelar, defender e obrigar que as leis fossem cumpridas. Conduta desse cunho merece nosso repúdio, nos ofende como pessoa, cidadãos e policiais”, diz o relatório da 5ª DP.

De acordo com o delegado Antônio Ferreira Bonfim Filho, adjunto da distrital, para identificar o autor da foto, análises morfológicas e dos bancos de dados da corporação foram feitas pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP).

— Recebemos um pedido de perícia na foto. Depois, usamos um programa de análise e foi produzido um laudo de similaridade. Até chegarmos no autor, foi preciso verificar dezenas de outras fotos dele — explicou o diretor do IIFP, o papiloscopista César de Carvalho Silva.

As pesquisas foram feitas pelo chefe do setor de representação facial do IIFP. Segundo o perito Lincon Vasconcellos, somente com um trabalho minucioso foi possível chegar até a identificação do advogado:

— A partir da imagem da denúncia, trabalhamos com os bancos de identificação civil e fizemos dezenas de comparações.

Com o laudo concluído, o advogado foi intimado a prestar esclarecimentos, mas não compareceu. Segundo o delegado Antônio Ferreira, Tomaz reagiu de modo hostil e debochou da situação.

— Ele se voltou para a única coisa que pode trazer dignidade para ele a a população e ainda aviltou a nossa corporação. Mesmo com todos os problemas, todas as polícias estão aqui para proteger a ele e à toda a sociedade — disse o delegado.

Tentativa de desmoralizar a polícia

No inquérito, que já está no Ministério Público e ao qual o EXTRA teve acesso, a Polícia Civil diz que Tomaz “tentou desmoralizar, desprezar e humilhar com ofensa desmedida a categoria policial”. Ainda de acordo com o documento, o homem “teve a vontade de afrontar o poder público, considerando que o delito foi praticado em plena rua movimentada”.

A 5ª DP encaminhou uma representação ao Conselho de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A delegacia pediu que a conduta do rapaz seja investigada pela instituição.

Um ofício também foi enviado à Procuradoria Geral do Estado (PGE) pedindo que o órgão “adote as providências cabíveis”. A delegacia quer que a PGE exija uma indenização de Tomaz por danos morais. Caso ele seja obrigado a pagar a multa ao estado, a 5ª DP sugeriu que o dinheiro seja doado a uma instituição de caridade que cuide de idosos ou crianças.

Após a repercussão negativa, Tomaz Vicente decidiu tirar seu perfil no Instagram do ar. O EXTRA procurou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), mas até a publicação da reportagem não havia tido retorno. Já Tomaz Vicente limitou-se a informar que a publicação era “fake news”.

Do Portal EXTRA

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