Ago 14, 2020

Unimar realiza pesquisa inédita de testagem de Covid-19 com Policiais Federais

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O Programa de Mestrado Interdisciplinar em Interações Estruturais e Funcionais na Reabilitação da Universidade de Marília (Unimar), realiza em parceria com o Hospital Beneficente Unimar (HBU), o Laboratório São Francisco de Marília e a Polícia Federal de Marília pesquisa inédita de testagem em grande escala de profissionais que atuam na segurança pública. O projeto chamado “Covid-19 e a Atividade Policial Federal na Região de Marília” é inédito no Brasil.

De acordo com o docente e Procurador da República, Jefferson Aparecido Dias, o estudo tem como objetivo verificar se está adequada a testagem apenas em policiais sintomáticos, o que vem sendo realizado desde o início da pandemia no país.

“O objetivo é fazer uma testagem em massa com todos que trabalham na Delegacia de Polícia Federal da região de Marília para avaliar se a política pública adotada atualmente de apenas testar aqueles sintomáticos é adequada ou não. Em razão disso, foi elaborado este projeto, que está inserido dentro de nosso Programa de Mestrado Interdisciplinar da Área da Saúde. Em uma pesquisa que fizemos, encontramos apenas três estudos no mundo que tratam de COVID e forças policiais. Então, em razão disso, foi aprovado esta pesquisa no Comitê de Ética em Pesquisa da Unimar e esperamos que em breve tenhamos bons resultados”, explica.

O projeto está sendo desenvolvido por um grupo de pesquisadores, são eles: o Coordenador do Programa de Mestrado Interdisciplinar na Área da Saúde, Dr. Rogério Leone Buchaim; os docentes, Dr. Jefferson Aparecido Dias, Dr. Eduardo Federighi Baisi Chagas, Dra. Cláudia Rucco Penteado Detregiachi, Dr. Carlos Francisco Bitencourt Jorge; a Coordenadora do Curso de Enfermagem, Dra. Tereza Lais Menegucci Zutin e os mestrandos, Elídia Fabiana de Souza Xavier, Piero Biteli e Claudemir Gregório Mendes.


Ainda, segundo Dr. Jefferson, a integração do acadêmico com os desafios do cotidiano contribui para o seu desenvolvimento. “A Covid-19 nos trouxe muitos desafios, claro, algumas restrições em relação à academia, em especial nas atividades presenciais de ensinar e aprender, mas também nos trouxe oportunidades para que nossos alunos e professores tivessem contato com uma nova realidade, que permite que nos preparemos melhor para o futuro. Este desafio de hoje nos deixa mais fortes para os desafios do futuro e temos que aproveitar que a Universidade de Marília é uma instituição vocacionada à pesquisa e à extensão para fazer esta devolutiva para a sociedade”, finaliza.

Mais de 50 pessoas, entre policiais federais e colaboradores, participaram da pesquisa. A equipe realizou a medição da temperatura corporal, pressão arterial, saturação de oxigênio e coletou exames sorológicos para anticorpos totais. Além disso, cada voluntário respondeu a um questionário informando dados pessoais e se pertencem aos grupos de risco.

Segundo o Delegado da Polícia Federal, José Navas Júnior, todos os colaboradores da regional Marília participaram da pesquisa, por entender a importância dela para sociedade.


“Nossa equipe é formada por policiais federais, estagiários, setor administrativo e auxiliares de manutenção. Tivemos bastante tranquilidade no processo, porque nós não havíamos sido testados ainda e a Polícia Federal continua trabalhando normalmente. Apesar das restrições que foram colocadas para atendimento, nós temos muitas exceções que acabam sendo abarcadas todos os dias. Temos atendimentos a estrangeiros, emissão de passaportes, realização de operações policiais que não foram interrompidas e o apoio a outras unidades. Essas mais de 50 pessoas continuaram trabalhando, por isso a importância desta iniciativa em que todos nós seremos finalmente testados”, conta.

Ainda segundo Dr. Navas, o estudo realizado pela Unimar deveria ser multiplicado pela sua grandeza em levantar dados tão fundamentais diante da pandemia. “É uma iniciativa que deveria ser espalhada, replicada e multiplicada em todo o país. Não tenha dúvida, a Polícia Federal se sente feliz institucionalmente em poder participar. Todas as forças públicas de segurança deveriam ter a mesma oportunidade dentro de suas áreas, porque o resultado obtido aqui é uma amostra do que temos hoje na sociedade”, complementa.


Da Redação


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