Jul 13, 2020

TCU aponta que 620 mil receberam auxílio emergencial sem ter direito

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Mais de 620 mil pessoas receberam o auxílio emergencial, criado em função do coronavírus, sem ter direito. É o que aponta o primeiro relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), em reportagem exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, dia 28. Parte da matéria estava sob censura, a pedido de uma comerciante que solicitou o auxílio sem, supostamente, precisar.

O benefício é destinado apenas para quem está enfrentando dificuldades financeiras durante a pandemia, mas o relatório mostra que até milionários receberam.

No documento, de 32 páginas, que ainda será apresentado aos demais ministros do órgão, os fiscais do TCU detalharam todas as irregularidades descobertas no primeiro mês de pagamento do benefício, em abril. De acordo com o relatório, foram pagos R$ 35,8 bilhões para 50.228.253 milhões de beneficiários.

"Nessas irregularidades, tem pessoas que receberam sem ter solicitado, então a irregularidade certamente será resolvida com o chamamento para devolução, e tem aquelas irregularidades que constituem fraudes", explicou a procuradora da República, Zélia Luiza Pierdona.

A comerciante Ana Paula Brocco, de Espumoso, no Rio Grande do Sul, entrou na Justiça para impedir a divulgação de que ela tinha recebido o benefício. O pedido, e a decisão do juiz Daniel da Silva Luz, foram no dia 15 de junho. Na noite da última sexta-feira, dia 26, a RBS TV conseguiu na Justiça o direito de exibir a reportagem. Ela vai se casar no Caribe no final do ano, e teve o cadastro aprovado para receber o auxílio.

Outra história trazida na reportagem é de uma dona de casa da mesma cidade, que conseguiu o benefício de R$ 1,2 mil. Porém, nas redes sociais, há registros de diversas viagens ao exterior. Em um áudio enviado por ela em aplicativo de mensagens, ela diz que "vai trocar de moto ou comprar um carro novo" com o dinheiro. A filha dela, que mora em um apartamento de cobertura, também conseguiu o benefício do governo.

Ainda sobre o levantamento do TCU, a reportagem explica que se os pagamentos irregulares continuarem, o prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 1 bilhão.

Com informações RBS, Diário Catarinense e G1

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