Set 27, 2020

Polícia Civil cria equipe para conter aumento de crimes virtuais em Bauru

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Delegado Eduardo Herrera detalha o trabalho da equipe


A quarentena obrigou muita gente a ficar mais tempo em casa, causando mudanças até mesmo nas ocorrências policiais. Para se ter ideia, a Polícia Civil estima que os crimes envolvendo o ambiente digital, em Bauru, aumentaram 20% no decorrer da pandemia. Em resposta, o Setor de Investigações Gerais (SIG) criou a Equipe de Delitos Virtuais. A novidade já surtiu efeito: na última semana, o grupo devolveu quase R$ 15 mil a uma vítima de estelionato.

Coordenador do SIG, o delegado Eduardo Herrera informa que, em maio deste ano, fundou a equipe para investigar os crimes de estelionato, injúria racial, racismo, falsidade ideológica, difamação, calúnia etc. Todos cometidos em ambiente digital.

De acordo com ele, a quarentena fez com que as pessoas ficassem mais em casa e usassem a Internet com maior frequência. "Em vista disso, muita gente perdeu o emprego e encontrou, nos golpes virtuais, um meio de ganhar dinheiro", acrescenta.

A atuação do novo grupo ajudou um vigia que, aos 58 anos, havia acabado de se aposentar a recuperar R$ 14.545,00. No último dia 28, a vítima caiu no chamado golpe do boleto falso.

Na ocasião, o homem encontrou uma proposta tentadora para quitar o financiamento do seu veículo com o dinheiro que recebera do acerto. Ele acessou um site, passou o WhatsApp e começou a conversar com um golpista que se dizia agente financeiro de uma instituição bastante conhecida.

O estelionatário, por sua vez, enviou um boleto, em nome de uma pessoa física, para ser debitado através do Mercado Pago. A vítima mandou o dinheiro e até recebeu uma declaração de quitação falsa.

Contudo, não demorou muito para o aposentando descobrir que caíra em um golpe. Então, ele procurou pela polícia e tal agilidade facilitou a devolução do montante. "Geralmente, os criminosos sacam o dinheiro, mas a rapidez da comunicação permitiu que conseguíssemos recuperá-lo a tempo", relata.

PASSO A PASSO

O delegado destaca que as investigações perduraram por 20 dias e, no decorrer deste período, a sua equipe especializada solicitou o bloqueio da conta do golpista.

Depois, deu início ao processo de quebra de sigilo bancário e telefônico do suspeito para identificar toda a rede. "Até o momento, descobrimos um casal que vive na Capital Paulista, mas eles ainda não estão presos, porque não houve flagrante", adianta.

Segundo Herrera, existem muitos sites usando os nomes das principais financeiras do País. Eles dão até 90% de desconto para a quitação de um financiamento. Assim que obtêm os dados dos interessados, os criminosos enviam as propostas direto para o WhatsApp das vítimas.

Logo, o delegado reitera a importância de fugir de anúncios fáceis demais. "Se houver dúvidas, a população precisa consultar as suas financeiras, cujos telefones constam nos boletos e sites oficiais das mesmas", finaliza.


JC Net


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