Out 18, 2018

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Momo, perfil sinistro do WhatsApp, na verdade pode roubar seus dados

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O WhatsApp, por ser uma ferramenta de mensagens popular e ainda por cima protegida com criptografia, tem sido cenário de muitas modas malucas para o bem e para o mal. Nessa última ponta, tivemos em 2017 o desafio suicida Baleia Azul. E agora temos Momo, um perfil misterioso viral que tem despertado curiosidade e também desconfiança.

Momo, neste caso, não é o rei folclórico do Carnaval, mas uma conta de telefone que vem sendo repassada nos últimos dias entre usuários do WhatsApp como um "desafio", do tipo "você ousa se comunicar com ela?".

Alguns especialistas de segurança já estão alertando para o perigo real da brincadeira: ser uma isca para obter dados pessoais dos incautos.

Camillo di Jorge, presidente da empresa de segurança digital ESET no Brasil, diz que a ingênua brincadeira de conversar com "Momo" pode representar, na verdade, uma isca de engenharia social.

Ele disse que, quando a pessoa adiciona "Momo" na lista de contatos do celular e começa a conversar com o personagem, já pode expor o número do seu celular, e dependendo de como configurou a privacidade no WhastApp, a foto de perfil e se está ou não online.


Quem é Momo?

O medo vem do maior identificador de "Momo": sua foto de perfil, de uma mulher de olhos e boca arregalados como em um filme de terror --e que ilustra esta notícia. O número comumente associado a ela começa em +81, que é o DDI do Japão. Mas a ligação com o país oriental vai além.

Há quem diga ter recebido de "Momo" uma mensagem em japonês que traduzindo quer dizer "As pessoas me chamam de L". O tal L na verdade é um personagem do desenho animado japonês "Death Note". O detetive L caçava o jovem que matava pessoas ao escrever seus nomes em um caderno.

Já a macabra foto na verdade é de uma escultura que foi exibida em 2016 no museu Vanilla Gallery, de Tóquio, dedicado a artistas independentes. Na verdade a escultura chama-se "Guai Bird", de Keisuke Aisawa, artista de uma empresa de efeitos especiais japonesa chamada Link Factory.

O Guai Bird é um monstro tradicional na China e no Japão. Seria a representação de uma Ubume, lenda (yokai, no termo japonês) sobre o fantasma de uma mulher que morreu na gravidez e a forma dela geralmente é de mulher parecida com um pássaro. Às vezes ela também sequestra crianças pequenas. Ok, dessas histórias sim, você pode ter medo.

Voltando ao viral, algum desocupado pegou a tal escultura para ser o avatar de Momo. Além do WhatsApp, já estão pintando perfis com a mesma imagem no Facebook e Instagram --que podem ser de pessoas que estão se aproveitando da moda para tirar uma onda ou de gente mal intencionada (explicaremos abaixo).

E o que acontece com quem tenta falar com "Momo" no WhatsApp? Os relatos divergem: há quem diga que não há respostas, outros dizem que ela responde com vídeos perturbadores, ligações surpresa na madrugada, informações pessoais sobre o interlocutor e maldições. Aqui é onde a coisa fica entre o boato e a verdade.


O perigo real


A parte sobre maldições e vídeos sinistros tem toda a cara de ser invenção das pessoas, claro.


Mas com os dados coletados, a pessoa por trás do personagem, se mal intencionada, pode cruzar dados no Google com mais informações nos perfis do interlocutor em outras redes sociais, como Facebook e Instagram. E acredite: muita gente coloca o número do celular aberto na internet.

Além disso, como os jovens são os maiores interessados no "desafio", existe ainda a possibilidade da pessoa que opera "Momo" pedir outros dados mais sensíveis à vítima (como endereço da residência ou CPF), se uma conversa com ela tiver início de fato.

Lembramos que a moda pode ter levado à criação de vários "Momos". Há relatos de que números de telefone do México e da Colômbia já estão se apropriando do personagem. Então é possível que cada "Momo" tenha um comportamento diferente, do inofensivo ao criminoso, aplicando as táticas acima.

Na dúvida, não adicione nenhum desses perfis ao WhatsApp tampouco converse com eles. Já basta a Samara para aterrorizar nossas mentes por telefone.

UOL

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