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Delegada-geral da PCBA avalia que delegacias 24h não são solução no combate à violência contra a mulher

PB: Delegada-geral da Polícia Civil da Bahia, Heloísa Brito foi entrevistada nesta quarta-feira (31)

Delegada-geral da PC-BA avalia que delegacias 24h não são solução no combate à violência contra a mulher

A delegada-geral da Polícia Civil do estado, Heloisa Brito, falou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (31), sobre o trabalho do órgão público de segurança no combate à violência contra a mulher. Para a delegada-geral, há a necessidade de um espaço de segurança para as vítimas, mas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) funcionando 24h não são a solução.

Na entrevista, Heloísa Brito lembrou a legislação que determinaca que todas as Deams tivessem um atendimento 24h. Mas, de acordo com ela, em reunião com uma das Polícias Civis do país, foi apontado que não existia efetivo para isso.

“Então muitos comunais optaram por isso fazer isso: uma sala especial, colocar uma central de atendimento remoto, mas sempre tentando preservar esse espaço para que possamos alcançar, avançar para chegar nessa determinação legal. Mas eu lhes digo, com muita tranquilidade, se fosse só colocar as delegacias 24h, isso eu faria e estaríamos aí com esse crime diminuído mas efetivamente precisamos de apoio”, afirmou.

Atualmente no estado, existe um total de 15 Deams, além de 11 núcleos espalhados nos maiores municípios. A delegada frisou a importância de um espaço reservado para a denúncia e acolhimento das vítimas. “É preciso que a mulher se sinta segura em tratar de temáticas sensíveis e evitar o constrangimento” afirma a Heloisa.

Ainda na entrevista, Heloisa pontuou que o combate à violência contra a mulher deve ser uma comunhão de esforços. “O trabalho da Polícia Judiciária, do Estado, a parte educacional […] Se nós não tivermos uma mudança de comportamento, educacional, a própria oposição a brincadeiras machistas, comportamentos misóginos que ainda são aceitos socialmente, nós não vamos mudar esse cenário, que é nacional”, conclui.

Confira a entrevista:

 

Metro1

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