Dez 14, 2019

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Brasil não possui condições para liberar a maconha, diz delegado da PF

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Quase todos os dias, cargas e mais cargas de drogas são apreendidas em Mato Grosso do Sul, principalmente de maconha. Todos os anos a quantidade de apreensões aumenta. Em 2016 foram 300 toneladas que passaram por órgãos estaduais de segurança pública – ou foram apreendidas pela polícia estadual ou encaminhadas a delegacias da Polícia Civil pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

 

De janeiro até agora já são pelo menos 40 toneladas de drogas. Só ontem, três toneladas de maconha foram interceptadas em três apreensões – foram 2.500 quilos apreendidos pelo DOF e meia tonelada pela PRF.

 

Para o chefe da Polícia Federal em Dourados, delegado Nivaldo Lopes da Silva, a repressão aos traficantes ainda é a forma mais eficaz de controlar a comercialização de drogas.

 

Entretanto, ele defende mais cooperação entre os governos do Paraguai e do Brasil para dificultar o cultivo de maconha em território paraguaio e mais investimento em inteligência policial, para quebrar o poder econômico do narcotráfico.

 

Polêmica – Ao comandar na manhã de hoje (23) a incineração de 17 toneladas de maconha, 240 quilos de cocaína e um quilo de haxixe em Dourados, a 233 km de Campo Grande, o delegado Nivaldo reconhece a necessidade de uma discussão aprofundada sobre a descriminalização da maconha, mas acha que o país não está pronto para uma medida tão drástica.

 

“Não acho que seja a solução, mas defendo uma discussão mais ampla sobre a descriminalização da maconha. Ao mesmo tempo, penso que o Brasil não está preparado para tomar essa decisão. O problema poderia ficar ainda mais grave com o crescimento do número de dependentes”, afirmou o delegado ao Campo Grande News.

 

Segundo ele, alguns países que liberaram o consumo de maconha já discutem até mesmo adotar de novo a proibição, porque o consumo descontrolado agravou o problema.

 

A Holanda, onde o consumo de maconha é liberado, desde 2015 existe uma discussão sobre os problemas causados pela medida. Ao contrário do que se esperava, a liberação não afastou os narcotraficantes das ruas.

 

Em entrevista à revista Veja, há dois anos, o criminologista holandês Dirk Korf disse que agora os traficantes procuram os “turistas da droga” que vão a Amsterdã para fumar maconha, mas acabam comprando também entorpecentes mais pesados, como cocaína, heroína e ecstasy.

 

Mais orientação – “Seria muito difícil controlar a comercialização, até pelo tamanho do país”, afirmou Nivaldo Lopes da Silva. “É preciso investir mais em serviço de inteligência e integrar a atuação dos governos do Paraguai e do Brasil contra o narcotráfico. Tem que atacar o poder econômico das quadrilhas.

 

Reduzir o número de consumidores ajudaria muito. Para isso é preciso investir mais na educação e prevenção”, disse o delegado.

 
Incineração – As 17 toneladas de maconha e 240 quilos de cocaína levados hoje em um caminhão-baú escoltado por forte esquema de segurança da Polícia Federal, foram apreendidas pela PF, DOF e Guarda Municipal em 2014, 2016 e já em 2017. O comboio percorreu 30 km na Avenida Guaicurus, anel viário e BR-163 até chegar ao local da incineração.

 

O entorpecente foi incinerado no forno de uma fábrica de farinha de osso usada em ração, no Distrito Industrial de Dourados. Segundo o delegado, essa foi a primeira incineração de 2017 e pelo menos outras três devem ocorrer até o fim do ano.

 

“O juiz tem que autorizar a incineração. Às vezes um pedido da defesa atrasa a destruição. Quando ocorre a apreensão, fazemos um exame preliminar para comprovar que se trata de droga ilícita e é feito o flagrante. Depois tem o exame definitivo e uma parte da droga é guardada, se precisar de contraprova”, explicou.

 

Campo Grande News

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

 

 

 

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