STJ não analisará recurso de Agnelo contra delegado acusado de perseguição política

Delegado tinha atribuição para conduzir investigações de eventuais crimes O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha decidiu não analisar recurso especial do governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz, em processo no qual acusa de perseguição política um delegado da Polícia Civil. Agnelo ajuizou ação […]

Por Editoria Delegados

Delegado tinha atribuição para conduzir investigações de eventuais crimes

 

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha decidiu não analisar recurso especial do governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz, em processo no qual acusa de perseguição política um delegado da Polícia Civil.

 

Agnelo ajuizou ação de indenização por danos morais contra o delegado, afirmando que distorceu os fatos para incluir acusações contra ele no relatório do inquérito que investigou suposto esquema de desvio de verbas federais quando ocupava o cargo de ministro dos Esportes.

 

Também acusou o delegado de divulgar informações sobre o relatório para a imprensa às vésperas da oficialização de sua candidatura à reeleição. Tais informações, segundo o governador, eram falsas e tinham o propósito de ofender sua honra num ato de perseguição política.

 

O candidato sustentou ainda que o delegado nem sequer seria a autoridade competente para instaurar o inquérito, pois como os supostos desvios envolveriam verbas da União, deveriam ser investigados pela Polícia Federal.

 

Dever legal

 

Ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) entendeu que o delegado tinha atribuição para conduzir investigações de eventuais crimes que envolvessem a aplicação de verbas federais repassadas a entidades de interesse social no DF, conforme decidido anteriormente pela Justiça local.

 

Além disso, de acordo com o TJDF, o delegado não praticou nenhum ato ilícito na condução do inquérito, apenas cumpriu seu dever legal de investigar as denúncias de crimes envolvendo o patrimônio de associações esportivas sediadas no DF e de elaborar relatório sobre os fatos apurados. O policial, segundo o TJDF, foi até “cuidadoso” ao mencionar o surgimento de suspeitas contra Agnelo e a necessidade de que elas fossem examinadas pelo Ministério Público Federal.

 

O tribunal também afirmou que não era possível comprovar que a divulgação do conteúdo do relatório à imprensa tivesse sido feita pelo delegado, até porque as reportagens foram publicadas entre maio e julho de 2010, quando o inquérito já havia sido enviado à Corregedoria Geral da Polícia Civil do DF e depois à Justiça.

 

Reexame de provas

 

Agnelo queria que seu recurso especial contra a decisão do TJDF fosse julgado no STJ, entretanto o ministro João Otávio de Noronha entendeu que tal julgamento exigiria revolvimento de provas acerca da autoria da divulgação das informações para a imprensa, o que é proibido pela Súmula 7 do tribunal.

 

Quanto à alegada incompetência do delegado, por envolver discussão de questões constitucionais, o ministro afirmou que o entendimento do TJDF deveria ser questionado perante o Supremo Tribunal Federal.

 

STJ

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

Veja mais

Piauí é o estado menos violento da Região Nordeste

(PI) Governador Rafael Fonteles fala sobre anuário da segurança e aponta avanço no Piauí

A exigência do contraditório e da ampla defesa no inquérito policial

Por Rafael Francisco Marcondes de Moraes e Francisco Sannini

Delegado Michel Sampaio rebate acusação de perseguição e aponta retaliação de servidora

(MA) Michel Sampaio formalizou uma representação criminal junto à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, apontando possíveis crimes de abandono de função, peculato-desvio e fraude processual

Lei Orgânica Nacional: ainda sobre a aglutinação de cargos. A questão da constitucionalidade

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Delegado Charles Pessoa lidera pesquisa para deputado federal no Piauí!

(PI) Delegado do Povo: Charles Pessoa conquista os corações dos piauienses nas ruas e nas redes

Delegados da PF cobram cúpula da Academia Nacional sobre exclusão de colega por ‘incompatibilidade de ideias’

ADPF oficia ANP para obter justificativas sobre exclusão de Delegado Federal da equipe docente

Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis: As Alterações dos Cargos Policiais

Por Eduardo Luiz Santos Cabette
Veja mais

PL da Misoginia: quando o ódio às mulheres deixa de ser opinião e se torna crime

16JUL26 -
Por Francini Imene Dias Ibrahin (Sindpesp)*

Chico Lucas assume coordenação de escritórios nacionais de combate às facções

08JUL26 -
Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, fortalece a atuação integrada entre as forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento às organizações criminosas

Paulo Gondim segue, pela 3ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 PAULO GONDIM
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Crescente popularidade das plataformas digitais baseadas em aplicativos

07JUL26 - (1)

O entretenimento digital evolui cada vez mais em torno dos aplicativos móveis, pois eles se ajustam melhor aos hábitos do público moderno. No Brasil, onde o smartphone se tornou o

Três são presos após sequestro de idosos e comemoração em hotel, na PB

04JUL26 -
(PB) Atuou na investigação o delegado Lucas Sá, da PCPB

Em João Pessoa, secretário do Governo Lula destaca integração entre estados e reforça combate às facções criminosas com ‘cooperação’

Francisco Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública
(PB) Representando o ministro da Justiça, Chico Lucas apresentou ações do programa Brasil Contra o Crime Organizado e defendeu cooperação entre forças de segurança de todo o país

Duelos, Desafios e Legítima Defesa

04JUL26 -
Por Eduardo Luiz Santos Cabette
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.