Quadrilhas de jovens de classe média vendem dinheiro falso pela internet

Criminosos enviam dinheiro ilegal pelo correio. BC já recolheu 350 mil notas falsas O Bom Dia Brasil começa a edição desta segunda-feira (24) com um alerta para a invasão de notas falsas que está deixando muita gente no prejuízo. A novidade é que quadrilhas de jovens de classe média estão vendendo dinheiro de mentira pela […]

Por Editoria Delegados

Criminosos enviam dinheiro ilegal pelo correio. BC já recolheu 350 mil notas falsas

O Bom Dia Brasil começa a edição desta segunda-feira (24) com um alerta para a invasão de notas falsas que está deixando muita gente no prejuízo. A novidade é que quadrilhas de jovens de classe média estão vendendo dinheiro de mentira pela internet.

As quadrilhas enviam o dinheiro ilegal pelo correio. Só este ano, o Banco Central já recolheu 350 mil notas falsas.

Há quase um mês um engenheiro colocou um celular à venda pela internet. Pelas imagens do circuito de segurança, mostradas na reportagem, dá para ver que os compradores são dois jovens, bem vestidos e parecem ser estudantes. Eles pegam o aparelho, entregam o dinheiro e vão embora. Só que foi um só que foi um mau negócio para o engenheiro.

“Na hora do pagamento, ele me entregou 23 notas de R$ 100. Na hora de conferir, eu identifiquei que não tinha aquela asperidade nas notas. Até falei: ‘Ó, vou conferir com um comerciante aqui essas notas’, pensando que ele ia saber identificar. Infelizmente, não aconteceu isso. Acabou que as notas eram falsas e eu fiquei no prejuízo”, lamentou-se o engenheiro.

Tem dinheiro falso para todo lado, e muito. Minas Gerais é o terceiro estado do país com o maior volume de notas falsificadas retidas, depois de São Paulo e do Rio de Janeiro. Mas o Ceará surpreendeu neste ano: passou do décimo-segundo lugar para o quarto no ranking do Banco Central.

E o que tem chamado a atenção da Polícia Federal é o perfil desses falsificadores. Geralmente, são jovens, de classe média com acesso a tecnologia avançada. A ousadia é tanta que essas notas falsas são negociadas em redes sociais, sites de compras e até páginas deles mesmos.

“São jovens querendo um acesso fácil a dinheiro, mesmo os que não precisam. Eles querem demonstrar para os amigos ou gerar um status social ali que eles não têm”, explicou o delegado Igor Cedrola, na Polícia Federal.

Em uma página são oferecidas notas de R$ 2 por R$ 0,75 cada uma. O falsificador exige pedido mínimo e até dá orientações sobre como repassar o dinheiro falso. Nas redes sociais, tem tabela de valores. E a encomenda vai pelo correio. Tem muita gente interessada nas ofertas.

“Nesses perfis que a gente vai investigando alguém comentou o seguinte: se a cédula é tão boa, por que você mesmo não usa? Por que você tem que vender? Mas não é assim. Não é. A cédula, é impossível chegar à qualidade da cédula oficial”, explicou o delegado Igor Cedrola.

Segundo a Polícia Federal, as falsificações, muitas vezes, são feitas com impressoras simples, mas confundem bastante. Notas de R$ 100 mostradas na reportagem, por exemplo, têm até o holograma. O Banco Central tem um aplicativo que pode ajudar a identificar as fraudes. Ele não reconhece se a cédula é falsa, mas mostra os elementos de segurança que as originais têm.

“A marca d’água por exemplo: quando você clica aqui, aparece, de forma projetada, a marca d’água presente na denominação de R$ 10, que é uma arara. Então, o cidadão sabe que nessa área da cédula tem que ter uma marca d’água nesse formato”, explicou o gerente técnico de Meio Circulante do Banco Central, Giovani José Resende.

Além da marca d´água, a textura do papel da cédula é diferente, é mais áspera que o comum e tem autorrelevo. Nas notas de R$ 10 e de R$ 20 os números mudam de cor ao movimentar a cédula; as de R$ 50 e de R$ 100 têm uma faixa holográfica no cantinho. E todas as notas têm um fio de segurança.

Quem falsifica dinheiro, compra ou repassa essas notas falsas comete crime. E pode pegar até 12 de cadeia.

“Não há nada que se faça na internet que não deixe rastro, entendeu? Isso é que é importante, que eles não têm ideia, mas é assim que funciona. Pode até demorar, mas vai chegar”, concluiu o delegado Igor Cedrola.

 

G1

 

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