PM ‘canta’ ativista agredida no Rio e ironiza ataque: ‘Machucou? Que pena’

Policial diz que sentiu ‘química, e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração’ Bombas de gás lacrimogêneo, chutes, ironias e cantada. Assim terminou o protesto contra os gastos públicos com a Copa do Mundo para a artista plástica Aline Campbell, no domingo (13), na Tijuca, Zona Norte do Rio. Em meio aos estampidos provocados pelas bombas […]

Por Editoria Delegados

Policial diz que sentiu ‘química, e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração’

Bombas de gás lacrimogêneo, chutes, ironias e cantada. Assim terminou o protesto contra os gastos públicos com a Copa do Mundo para a artista plástica Aline Campbell, no domingo (13), na Tijuca, Zona Norte do Rio. Em meio aos estampidos provocados pelas bombas de efeito moral, ela foi agredida duas vezes com chutes por um policial militar. Minutos depois, quando comentava sobre o ocorrido com outro PM, ouviu ironias sobre a agressão:

“Pô, que pena. Puxa… Machucou? Machucou? Não, não… Machucou?”.

Tanto as agressões quanto a provocação foram registradas em vídeo. Por fim, Aline ainda teve que ouvir cantadas por parte do mesmo policial (Veja o vídeo abaixo).

[Se] Eu [tenho] filho? Estou esperando a pessoa certa e acho que é você. Senti química e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração” – Policial militar não identificado (Veja o vídeo abaixo).

Indignada com a ironia em relação às agressões sofridas por ela, a artista plástica pergunta ao policial se ele tem filhos. Mesmo sabendo que estava sendo filmado, o PM responde com uma cantada.

“[Se] Eu [tenho], filho? Estou esperando a pessoa certa e acho que é você. Eu acho que você é a pessoa certa. Senti química e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração”. Ao fundo, é possível ouvir quando um outro policial militar, que estava ao lado, gargalha. Em nota, a Polícia Militar limitou-se a dizer que “cada caso será analisado pela Corregedoria”.

‘Muito comum’, diz vítima.

Segundo Aline Campbell, cantadas de policiais militares são corriqueiras desde o início dos protestos em junho do ano passado. “Isso é muito comum. Só não fiquei mais ‘passada’ porque frequento os protestos e não é de domingo”, lamentou a artista plástica, acrescentando que os PMs costumam tratar os ativistas como “rebeldes sem causa”.

Em outubro de 2013, o G1 conversou com a jovem Anne Melo, de 20 anos, que acusa um policial militar de tê-la chamado de “gostosa” após uma manifestação na Lapa. Ao responder, ela teria sido detida.

Outros relatos de agressão

No mesmo protesto em que Aline foi atacada, ao menos 15 jornalistas foram agredidos ou atingidos por estilhaços de bombas de gás lacrimogêneo, segundo o Sindicato dos Jornalistas do Rio.

Na ocasião, a PM fez um cerco na Praça Saens Peña, na Tijuca, impedindo a passagem das pessoas em direção ao estádio do Maracanã e atirou bombas de efeito moral para dispersar a multidão, dando início ao tumulto.

Um vídeo publicado na internet mostra um policial militar chutando o rosto do cineasta canadense Jason O’Hara, que afirma ainda ter tido a câmera roubada por um PM. O fotógrafo do Portal Terra, Mauro Pimentel, também se disse alvo de agressões. Ele teve uma lente da câmera quebrada e foi atingido por golpes de cassetete. “Estava de crachá e com capacete preto escrito ‘imprensa'” disse Mauro, que conseguiu fotografar o rosto do agressor.

 

Veja o vídeo!

 

G1

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