Mãe separa parte do salário para sustentar vício do filho e pede à Justiça internação

ES: Aposentada de 61 anos vive drama da dependência química do filho há 20 anos O desespero de uma mãe que cuida há mais de 20 anos do filho usuário de álcool e crack fez com que ela buscasse interná-lo contra a vontade dele. O medo de que ele fosse preso ou morto por […]

Por Editoria Delegados

ES: Aposentada de 61 anos vive drama da dependência química do filho há 20 anos

 

O desespero de uma mãe que cuida há mais de 20 anos do filho usuário de álcool e crack fez com que ela buscasse interná-lo contra a vontade dele. O medo de que ele fosse preso ou morto por roubar fez a aposentada de 61 anos chegar ao extremo de separar uma parte do salário mínimo que ganha para sustentar o vício do filho.

A mãe, que não quis ser identificada, acredita que a única saída agora seja a internação por meio da Justiça, já que o rapaz se nega a fazer o tratamento. Sem que ele saiba, ela já iniciou o processo. Há mais de um ano ela aguarda uma resposta.

“Eu amo meu filho de todo o coração. Não quero enfiar ele numa clínica pra ninguém maltratar, e sim para tratar. Ele nunca quis se tratar. O meu filho precisa de tratamento. E ele precisa antes de ele morrer, antes que alguém venha e mate ele”.

Durante muitos anos, ela ia atrás dele nas ruas de Vitória para levá-lo de volta para casa. Parou de frequentar um dos locais de uso de crack depois que foi ameaçada num local próximo à Ponte da Passagem, que liga as avenidas Reta da Penha e a Fernando Ferrari. Por chamar a atenção de policiais, disseram que ela e o filho seriam mortos se as visitas continuassem.

“Eu gostaria de ser feliz um dia. Que um dia alguém resolvesse esse problema das drogas no nosso país, no mundo todo. A nossa família acabou. O crack acabou com a nossa vida, com a minha vida, com a vida de toda a minha família e, principalmente, com a vida com meu filho.”

A aposentada conta que o filho, de 37 anos, cometeu vários furtos dentro de casa e na casa de familiares. Eletrônicos, bujão de gás, torneira, ferramentas e até comida já foram trocados por droga.

“Ele não consegue ficar nem com um real na mão. Nem se arranjarem um trabalho para ele. Se ele trabalhar, ele vai receber o primeiro mês e vai gastar com droga. Ele precisa ficar internado por muito tempo para se recuperar”, diz a mulher.

Com os trabalhos que realizou ao longo da vida, o dependente químico conseguiu fazer o resgate do FGTS no mês de março deste ano. O dinheiro, cerca de R$ 1,5 mil, durou dois dias.

“Ele recebeu numa sexta-feira de manhã. Chegou no domingo aqui falando: ‘Mãe, a senhora não tem um real para me dar?'”.

A situação do filho ao longo dos anos causou uma depressão profunda na aposentada, que precisa de medicamentos. Mesmo assim, ela não pensa em desistir, nem em pôr o filho fora de casa, porque acredita que essa atitude não vai resolver o problema.

“Ele fala: ‘eu acho que comigo não tem jeito. Para mim, ou vou morrer ou vou para cadeia’. Eu falo: ‘tem jeito sim, filho, é só você querer, enquanto a gente estiver em vida, tem jeito'”.

 

G1

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