Lutador neozelandês pagou R$ 2 mil para PMs que o sequestraram no RJ

Segundo o depoimento, os PMs, que o abordaram em uma blitz, alegaram que o neozelandês não poderia dirigir sem o passaporte e precisaria ir até a Polícia Federal para fazer um registro e pagar uma multa ou que poderia pagar diretamente aos PMs a quantia de R$ 2 mil. Em seguida, o atleta foi orientado […]

Por Editoria Delegados

Segundo o depoimento, os PMs, que o abordaram em uma blitz, alegaram que o neozelandês não poderia dirigir sem o passaporte e precisaria ir até a Polícia Federal para fazer um registro e pagar uma multa ou que poderia pagar diretamente aos PMs a quantia de R$ 2 mil. Em seguida, o atleta foi orientado a seguir duas motos até um posto da polícia, onde teve que entrar em um carro particular até Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e conseguiu sacar R$ 1 mil.

Ainda de acordo com o depoimento, Jayson foi levado, dentro do carro, a outro banco, onde sacou os outros R$ 1 mil que faltavam. Depois disso, ele contou que foi levado de volta ao posto policial onde entregou o dinheiro. O lutador terminou o depoimento dizendo que foi liberado para seguir viagem e apresentou o comprovante do saque.

Segundo o atleta, a abordagem ocorreu em uma blitz formada por uma viatura de sirene vermelha ligada e duas motos por, supostamente, policiais militares. O lutador foi revistado e foram exigidos os documentos de identidade e do veículo. Jayson falou que apresentou os dois e, em seguida, o lutador contou que um policial de pele negra e careca e outro moreno, de cabelo curto, informaram que ele deveria pagar a quantia para ser liberado.

 

A Polícia Militar disse que a Corregedoria Interna instaurou um inquérito e já no início da investigação foram encontrados indícios de crime militar. Dois policiais do Batalhão de Vias Expressas (BPVE) estão presos, serão submetidos a um processo administrativo disciplinar e podem ser expulsos da corporação.

Relato na rede social

“O que fizeram de bom ontem? Eu fui sequestrado. Go Olympics! #Rio2016”, postou no Twitter o lutador, que não compete na Olimpíada – jiu-jitsu não está entre as modalidades.

O crime teria ocorrido no sábado (23) quando ele estava a “cerca de 20 minutos do Rio”, segundo escreveu. Lee disse que voltava de uma competição em Resende, Sul Fluminense.

No Facebook, Lee explicou a dinâmica do crime. “Então, ontem [sábado] eu fui sequestrado no Brasil. Não por algumas pessoas aleatórias com armas, mas por policiais em serviço com uniforme completo. Fui ameaçado de prisão se eu não entrasse no carro particular e os acompanhasse até dois caixas eletrônicos para retirar uma grande soma de dinheiro para suborno”, escreveu.

O atleta fez ainda uma reflexão sobre o crime no país. “Eu não tenho certeza o que é mais deprimente, o fato de essas coisas estarem acontecendo com os estrangeiros tão perto dos Jogos Olímpicos ou o fato de que os brasileiros têm de viver em uma sociedade que permite que essa brande besteira diariamente. Este lugar é bem e verdadeiramente f… em todos os sentidos da palavra que se possa imaginar.”

Segundo o site neozelandês ZN Herald, Lee está no Brasil há cerca de um ano e veio ao país para aperfeiçar a técnica no jiu-jitsu brasileiro, considerado o melhor do mundo.

 

Atleta Jay Lee postou em redes sociais que foi assaltado (Foto: Reprodução/Facebook)

 

 

 

G1

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

 

 

 

 

Veja mais

Governo do Piauí restitui 153 celulares recuperados por forças de segurança

(PI) A iniciativa integra a estratégia de enfrentamento à criminalidade patrimonial no estado e tem como objetivo devolver os bens subtraídos aos seus legítimos proprietários

Delegado José Silvestre assume Secretaria de Segurança Pública de Petrolina

(PE) À frente da secretaria, José Silvestre será responsável por áreas como o disciplinamento urbano, o planejamento das políticas de segurança do município e o comando da Guarda Civil.

Ruchester Marreiros é aprovado, pela 10ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Adriano Costa segue, pela 8ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Emerson Wendt segue, pela 9ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Salvador sediará encontro nacional de combate ao crime organizado

A recuperação de ativos por meio da asfixia financeira de grupos criminosos também será pauta das palestras e debates

Polícia Civil do Paraná divulga banca examinadora para realização de concurso público

PCPR nomeia 82 novos policiais civis e fortalece atuação da polícia judiciária no Estado
Veja mais

Alesandro Barreto segue, pela 10ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 ALESANDRO BARRETO (2)
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Reinterpretando os grupos criminosos com base na Lei de Antifacção

06MAI26 -
Por Placidina Pires e Adriano Sousa Costa

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

05MAI26 -
(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

Delegado Diogo Victor, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Pernambuco
(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas
Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

04MAI26 -
Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.