Investigação desarticula grupo acusado de simular roubo para matar empresários de MT

Em onze meses de investigação, a Polícia Judiciária Civil esclareceu uma tentativa de homicídio e roubo praticado contra empresários do ramo de mineração, ocorrido no dia 11 de abril de 2012, na localidade de Praia Grande, em Várzea Grande. Oito pessoas estão envolvidas no crime, arquitetado para executar os empresários Valdinei Mauro de Souza e […]

Por Editoria Delegados

Em onze meses de investigação, a Polícia Judiciária Civil esclareceu uma tentativa de homicídio e roubo praticado contra empresários do ramo de mineração, ocorrido no dia 11 de abril de 2012, na localidade de Praia Grande, em Várzea Grande. Oito pessoas estão envolvidas no crime, arquitetado para executar os empresários Valdinei Mauro de Souza e Wanderley Fachetti Torres.

O inquérito policial foi enviado à Justiça no final de fevereiro de 2013 e o Ministério Público Estadual pediu a prisão preventiva de todos dos suspeitos e ofereceu denúncia os envolvidos à Justiça.  

O desfecho das investigações ocorreu na tarde desta segunda-feira (25.03), na operação “Velho Oeste”, realizada pela Polícia Judiciária Civil em parceria com o Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que na noite de domingo (24.03), prendeu o empresário Filadelfo dos Reis Dias, quando desembarcava no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. O funcionário dele, Marcelo Massaru Takahashi, também foi preso, na região central de Cuiabá. No entanto, nesta segunda-feira, a desembargadora plantonista, Maria Helena Póvoas, acatou pedido da defesa dos dois e concedeu Habeas Corpus.

Durante as investigações, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubo e Furtos (Derf), da Capital, a Polícia Civil descobriu que a motivação do crime está ligada a dissolução da sociedade e aquisição da fazenda Ajuricaba, envolvendo as vítimas e Filadelfo dos Reis Dias, que figura nos autos como mandante dos crimes. A desavença teria ocorrido por conta da aquisição de propriedade rural com potencial aurífero, no município de Várzea Grande.

As investigações conduzidas pela Derf Cuiabá apontam o foragido da Penitenciaria Central do Estado (PCE), André de Souza Neves, conhecido por “Andrezinho”, como um dos executores do crime. Ele utiliza cinco nomes diferentes e suspeita-se de envolvimento com uma facção criminosa de São Paulo.

O segundo atirador é Gelfe Rodrigues de Souza Júnior, que se encontra preso desde outubro de 2012 na Penitenciária Central do Estado, por roubo praticado em maio do ano passado na cidade de Tapurah. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva.

Os dois (André e Gelfe) são os autores dos 23 disparos efetuados contra a caminhonete blindada do empresário. Os demais envolvidos foram contratados para ajudar na simulação do assalto, cujo principal objetivo era a execução dos empresários Valdinei e Wanderley.

De acordo com as apurações, na tarde do dia 11 de abril de 2012, por volta das 16 horas, seis homens armados com pistolas e revólveres chegaram à fazenda Ajuricaba, na comunidade Praia Grande, em Várzea Grande, renderam, inicialmente, quatro funcionários que trabalhavam em uma frente de pesquisa de lavra de ouro. Em seguida, renderam mais cinco trabalhadores da segunda frente de pesquisa. Os supostos assaltantes subtraíram pequena quantidade de ouro, celulares, anéis, e correntes dos funcionários.

Segundo as vítimas, a todo o momento perguntavam onde estava o dono da fazenda “Valdinei”. As nove vítimas foram levadas para uma vegetação e lá ficaram vigiadas por dois dos bandidos até a chegada dos empresários, Valdinei e Wanderley Torres,  em uma caminhonete que foi alvejada com  23 tiros. As vítimas só conseguiram escapar com vida, devido à forte blindagem do veículo que suportou os disparos.

Estão com mandados de prisão preventiva decretados: João Paulo Pereira, Ailson Dias da Paz, Josinei Moreira de Araújo, José de Oliveira Campos, Gelfe Rodrigues de Souza Júnior e André de Souza Neves.

LUCIENE OLIVEIRA
Assessoria/PJC-MT

Com informações do Ministério Público Estadual.  
Assessoria de Comunicação Social / PJC

 

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