Ferido na cabeça em protesto contra tarifa ficará 5 dias afastado, diz PM

    Segundo informações divulgadas pela Policia Militar, o soldado Vanderlei Vignoli, ferido a pedradas na noite de terça-feira (11), durante a manifestação contra o aumento da tarifa nos transportes, ficará afastado por cinco dias. Ele foi atingido na cabeça e levou cinco pontos.   Ainda segundo a Policia Militar, o médico da corporação demonstrou […]

Por Editoria Delegados

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Segundo informações divulgadas pela Policia Militar, o soldado Vanderlei Vignoli, ferido a pedradas na noite de terça-feira (11), durante a manifestação contra o aumento da tarifa nos transportes, ficará afastado por cinco dias. Ele foi atingido na cabeça e levou cinco pontos.

 

Ainda segundo a Policia Militar, o médico da corporação demonstrou preocupação com o estado de saúde de Vignoli e orientou, além de repouso domiciliar, que o soldado realize exames complementares.

 

Em entrevista ao G1 nesta quarta (12), o PM disse que o grupo que o atingiu com pedradas não estava interessado na causa. “Posso assegurar que era a minoria que visava a manifestação. A grande maioria queria era depredar, a algazarra, o terror. Deixar a população preocupada. Eles queriam o caos. Cheguei a ouvir eles dizendo ‘tem que causar o caos’.”

 

Ele acredita que tenha vivido um dos momentos mais dramáticos de seus 20 anos de corporação. “Nessa gravidade nunca tinha passado por situação de risco. Extrapolou”.

 

Vignoli trabalha na segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele relata que foi ferido por muitas pedras logo após tentar impedir cerca de 50 manifestantes de picharem o prédio. O soldado afirma que teve medo dos desdobramentos do conflito quando sentiu que tinha machucado a cabeça. “Receio de morrer eu tive, principalmente depois que levei a pedrada na cabeça e que [alguns manifestantes] começaram a gritar: lincha, mata, toma a arma dele.”

 

Quando ouviu a ameaça, o soldado afirma que retirou a arma da cintura e se colocou em posição de defesa. Em seguida, outros policiais militares – fardados e à paisana – que trabalham na segurança da região, além de manifestantes, prestaram socorro. “Algum popular avisou que tinha um policial encurralado e sendo agredido. Se eu falar que nenhum manifestante tentou me ajudar, eu estaria sendo injusto. Uma meia dúzia falou pra parar.”

 

Até as 12h desta quarta-feira (12), ele permaneceu em observação no Hospital da Polícia Militar. O soldado conta que perdeu muito sangue, e foi socorrido incialmente em um hospital público no centro da cidade, antes de ser levado para o hospital da corporação.

 

O PM se diz a favor de manifestações pacíficas, e defende o direito constitucional de protestar, mas defende que na noite desta terça (11), poucas pessoas estavam interessadas na causa.

 

Questionado se corrobora com as reivindicações do Movimento Passe Livre, o soldado preferiu terceirizar a resposta. “Uso ônibus, metrô todos os dias. E o agente policial não estando fardado tem que pagar condução da mesma maneira. Sou policial militar, não sou técnico para saber se está caro ou barato. Eu não posso falar. Se eu me posicionar dizendo que a tarifa está baixa ou alta, eu poderia estar sendo injusto.”

 

Oito PMs ficaram machucados no confronto com os manifestantes, segundo balanço da Polícia Militar. Uma policial chegou ao 78º DP durante a madrugada com o braço imobilizado. Ela levou uma paulada, como informou o Bom Dia São Paulo. Segundo o tenente-coronel Marcelo Pignatari, outras duas pessoas foram atropeladas por um automóvel que forçou a passagem após o bloqueio de uma das vias.

 

 
G1

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