Dono de boate e vocalista de banda são detidos após incêndio no RS

    Elissandro Sphor, conhecido como Kiko, um dos donos da casa noturna, foi preso em um hospital do município de Cruz Alta. O vocalista e um responsável pela segurança do palco da banda foram detidos na cidade Mata.   Eles tiveram o pedido de prisão temporária de cinco dias decretada pelo juiz Regis Adil […]

Por Editoria Delegados

 

 

Elissandro Sphor, conhecido como Kiko, um dos donos da casa noturna, foi preso em um hospital do município de Cruz Alta. O vocalista e um responsável pela segurança do palco da banda foram detidos na cidade Mata.

 

Eles tiveram o pedido de prisão temporária de cinco dias decretada pelo juiz Regis Adil Bertolindurante a madrugada desta segunda-feira. O vocalista do grupo que se apresentava no momento do incêndio foi detido durante o velório do gaiteiro Danilo Jaques, no município de Mata, na região central. O segurança da banda também foi localizado na cidade.

 

O outro proprietário da casa noturna também teve prisão temporária decretada, mas ainda não foi localizado pela polícia. Ele é considerado foragido.

 

Em entrevista à Rádio Gaúcha antes da prisão de Kiko, o advogado Jader Marques disse que o dono da boate foi a Cruz Alta para se submeter a um tratamento de desintoxicação e que a viagem foi informada para as autoridades. Ele também disse que seu cliente prestou todo atendimento às vítimas.

 

“Esta tragédia também está marcando o Kiko e toda a sua família. Todas as pessoas naquela boate eram amigas dele. Ele esteve lá recebendo, atendendo. Perdeu funcionários”, disse o advogado.

 

Palavra da boate

O escritório de advocacia Kümmel & Kümmel divulgou comunicado neste domingo (27/1) em nome da Boate Kiss. Na nota, a empresa Santo Entretenimento manifesta o seu “maior sentimento de dor e de solidariedade em decorrência da lamentável tragédia”.

 

Segundo o documento, a situação da empresa é regular e a boate tinha todos os equipamentos “previsíveis e necessários” para combater incêndios, conforme normas do Corpo de Bombeiros. A boate ainda informa que os equipamentos atendem “às necessidades da casa e de seus frequentadores”.

 

A empresa diz lamentar a extensão da tragédia, “que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial”, e credita o incêndio a uma fatalidade. “Somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santamariense, gaúcho e brasileiro”.

 

A nota informa, ainda, que a empresa já se colocou à disposição para fornecer documentos necessários para a apuração dos fatos e que todas as informações serão esclarecidas.

 

Em conversa com a Agência Brasil, o advogado Eduardo Kümmel informou que a nota divulgada em uma página atribuída à Boate Kiss no Facebook não foi redigida pelos donos da empresa. O documento, assinado por um administrador chamado Armando Neto, afirmava que o quadro de funcionários tem a “mais alta qualificação técnica” e estava “devidamente treinado e preparado para qualquer situação de contingência”.

 

Ao tomar conhecimento da nota mais cedo, a Agência Brasil entrou em contato com os telefones divulgados. Um dos números foi atendido por uma mulher que se disse funcionária da empresa. Ela garantiu que Armando Neto é gerente da boate e estaria disponível para falar em horário comercial a partir desta segunda-feira (28/1).

 

Kümmel não quis dar mais detalhes sobre a situação de seus clientes, inclusive sobre o teor dos esclarecimentos prestados à polícia e sobre a validade do alvará de funcionamento. O advogado disse que o contato com seus clientes é recente e que as estratégias de defesa ainda estão sendo definidas.

 

Conjur

 

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