Chuva alaga delegacia, e policiais são retirados de bote na Grande SP

SP: Agentes chegaram a mergulhar na água para tentar salvar documentos e equipamentos; viaturas ficaram inutilizadas As fortes chuvas na região metropolitana e interior de São Paulo que já deixaram 24 mortos e oito desaparecidos desde a sexta-feira (28) provocaram o alagamento e interdição das delegacias da Polícia Civil de Franco da Rocha, na Grande […]

Por Editoria Delegados

SP: Agentes chegaram a mergulhar na água para tentar salvar documentos e equipamentos; viaturas ficaram inutilizadas


As fortes chuvas na região metropolitana e interior de São Paulo que já deixaram 24 mortos e oito desaparecidos desde a sexta-feira (28) provocaram o alagamento e interdição das delegacias da Polícia Civil de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

No plantão do distrito da Vila Machado, neste domingo (30), policiais mergulharam na água suja para tentar salvar inquéritos policiais, entre outros documentos.

Os agentes foram resgatados do local com a ajuda de um bote salva-vidas, usado por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM). Duas viaturas ficaram inutilizadas, após serem tomadas pelas águas.

Um boletim de ocorrência registrado pelos policiais esclarece que, por volta das 8h, momento em que ocorreria troca de plantão, o nível de água acumulada na rua “começou a subir de forma abrupta e inesperada”. Chovia forte na ocasião, da mesma forma que em toda a noite anterior.

Ao perceber que o nível da água subia rapidamente, os policiais começaram a levar para o piso superior equipamentos eletrônicos “para tentar minimizar as perdas.”

A água porém invadiu rapidamente o prédio, impedindo que “muitos documentos” além de objetos fossem salvos da enxurrada.

Houve tempo, de acordo com o registro policial, de salvar dois carros, sendo uma Toyota Hilux e uma GM Blazer. Outras duas viaturas, ambas Volkswagen Parati, foram tomadas pela água e “ficaram absolutamente inutilizadas”, segundo trecho do boletim de ocorrência.

Além do par de viaturas, a água também submergiu carros fruto de apreensões, além de motos, mantidos no estacionamento do distrito.

Dentro do imóvel, ainda segundo o registro policial, os armários onde havia documentos ficaram flutuando. “Diversos documentos importantes foram perdidos, não sendo possível resguardá-los da enchente”, afirma outro trecho do registro policial.

Além das duas viaturas e documentos, também foram destruídos pelas águas todo o mobiliário do primeiro piso, como mesas, cadeiras, sofás e geladeiras.

Durante a enchente também ocorreu uma infestação momentânea de ratos e baratas dentro do distrito.

Diante do “cenário caótico”, três policiais civis passaram a mergulhar na “água pútrida” para salvar objetos e equipamentos, além de inquéritos e armas, ainda segundo relatado no boletim de ocorrência.

Policiais do distrito pediram apoio à GCM, que foi com um bote à delegacia, com o qual ajudou a tirar do local um delegado, dois escrivães, um investigador, além de uma mulher, que estava presa na delegacia. Um cachorro de estimação também foi retirado do prédio da Polícia Civil.

“A delegacia precisou ser abandonada pelos policiais por questão de segurança”, justifica trecho do registro feito pelo distrito da Grande São Paulo.

Os policiais agora calculam os prejuízos decorrentes da chuva. Durante o domingo, as ocorrências que deveriam ser encaminhadas para o plantão de Franco da Rocha foram distribuídas entre Cajamar e Mairiporã, ambas na região metropolitana, segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP).

A Delegacia de Investigações Gerais (Dise) e o Grupo de Operações Especiais (GOE), também tiveram seus prédios invadidos pela água neste domingo. Ambos os locais, porém, não estavam de plantão.

Imagens feitas com um drone mostram o estacionamento da Dise tomado pela água, no meio da qual flutuam cinco viaturas e três carros descaracterizados. O GOE também foi tomado pela água, que submergiu viaturas.

A totalidade dos estragos provocados pela água, em ambas as delegacias especializadas, não foi informada pela SSP, que também não mencionou quando irá repor as viaturas e demais itens danificados pela água nos três prédios.

A pasta afirmou ainda que as três unidades da Polícia Civil trabalham para normalizar suas atividades.

Somente no ano passado, a Polícia Civil de Franco da Rocha instaurou 1.171 inquéritos policiais, uma leve alta de 1,5% em relação ao ano anterior, quando foram 1.153.

Em março de 2016, o plantão da Polícia Civil de Franco da Rocha também foi invadido por uma forte enchente, que deixou boiando ao menos quatro viaturas em frente ao distrito.

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, lamentou por meio de nota os estragos promovidos pela chuva nos tês distritos policiais da Grande São Paulo.

Ela afirmou que a entidade “vai cobrar” o governo estadual para que reponha as viaturas perdidas, assim como garantir a reforma dos prédios. “Os policiais lotados na delegacia tentaram salvar o que foi possível dos equipamentos, colocando a própria vida em risco, visto que tiveram que ser resgatados de dentro da delegacia, em um bote”, ressaltou Gallinati.

A policial destacou que o incidente do fim de semana reforçou ainda mais a falta de estrutura e de equipamentos da Polícia Civil.

 

Folha

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