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Pai de menino amarrado por dono de creche em SP só descobriu maus-tratos após filho confirmar: ‘É, pai, sou eu na foto’

SP: Imagem de criança amarrada viralizou nas redes sociais; donos da creche se entregaram à polícia após repercussão do caso.

 

Em um dos casos de maus-tratos e tortura contra crianças em um colégio de São Paulo, o pai de uma das crianças agredidas só descobriu o que o seu filho sofreu após a própria criança confirmar que era ela quem havia aparecido em uma foto que viralizou nas redes sociais.

Em imagem feita ainda no ano passado, o menino de seis anos aparece amarrado a um poste pelas mangas da própria camisa. O pai do menino falou ao Fantástico, mas também preferiu não relevar a sua identidade. A criança e o irmão dela estão em outra escola, e o pai não sabia o que havia acontecido na Pequiá até então.

“Aí eu abri a foto, dei um zoom, e a hora que eu mostrei pra ele, já: ‘ é, papai, sou eu na foto'”, conta.

Segundo o pai, a criança afirmou que Eduardo a prendeu alegando que ela estava “agitada demais”.

“Eles estavam totalmente vulneráveis porque eles ficavam o dia inteiro na mão deles”, acrescentou o pai.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Fábio Daré, todos os depoimentos foram convergentes.

“Isso me levou a crer que houve um crime de tortura naquela escola”, afirmou ao Fantástico.

Há, ainda, relatos de que na creche uma sala escura era usada como “cantinho do castigo”. Além deste, há a denúncia de um menino que teria ficado de castigo nu, em uma bacia na chuva, porque havia vomitado na roupa.

Em uma das gravações feitas pelas denunciantes, Andrea, diretora da escola, pressiona um menino de cinco anos na frente dos colegas após ele ter feito xixi nas calças. Eduardo, marido dela conhecido pelas crianças como Tio Zik, aparece ao lado constrangendo a criança.

A escola também é investigada por uma denúncia de lesão corporal desde 2021. Na ocasião, uma mãe registrou um boletim de ocorrência dizendo que o filho tinha fortes dores de cabeça. E ao conversar com a criança, ela contou que o dono da escola teria batido na cabeça dela.

“Quando fui mexer na cabeça dele, ele falou que não era pra mexer, porque doía muito. E estava um pouco altinho. Ele falou: ‘tio bateu'”, disse a mãe, que preferiu não ter a identidade revelada.

A criança ficou somente oito dias na escola.

Em depoimento sobre essa primeira investigação, Eduardo negou qualquer agressão e afirmou que a acusação era absurda. O caso está em andamento.

 

g1

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