Set 28, 2021

Dono de empresa de bitcoin preso pela PF estava com R$ 20 milhões

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Montante foi encontrado na casa de Glaidson Acácio dos Santos, um dos alvos de operação da PF no Rio nesta quarta-feira (25)

Goiânia – A Polícia Federal encontraram cerca de R$ 20 milhões na casa de Glaidson Acácio dos Santos, durante a operação contra fraudes bilionárias com criptomoedas. O montante, entre reais, euros e dólares, estava na residência do suspeito, em um condomínio de luxo no Itanhangá, na zona oeste do Rio.

A informação sobre o valor foi divulgada pelo jornal O Globo, mas a assessoria de imprensa da PF no Rio ainda não confirmou esse valor. Na operação, denominada Kryptos, 120 agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Ceará e no Distrito Federal.


Um dos alvos da operação, Santos tem empresa com sede na Região dos Lagos (RJ) e operacionalizava sistema de pirâmides financeiras ou “esquemas de ponzi”.


Especulação

A base desse sistema, de acordo com a polícia, é a oferta pública de contrato de investimento, vinculado à especulação no mercado de criptomoedas, com a previsão de insustentável retorno financeiro sobre o valor investido. Não há prévio registro junto aos órgãos regulatórios.


Nos últimos seis anos, segundo a PF, as empresas envolvidas nas fraudes tiveram movimentações financeiras com cifras bilionárias. A polícia informou que metade dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses.


De acordo com a investigação, Santos prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas, segundo os policiais, a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas. Dessa forma, diz a PF, a consultoria enganava duplamente os investidores.


Em grupos de investidores em moedas virtuais, muitas pessoas estão desesperadas com a possível perda do dinheiro investido.


Ordens judiciais


Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e decorreram de um esforço conjunto entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal.


No domingo, o Fantástico, da TV Globo, mostrou que a GAS era investigada há dois anos pelo esquema, mas se disfarçava de consultoria em bitcoins, uma moeda digital.


A Região dos Lagos é o foco de investigações nesse mercado financeiro de moeda digital que explodiu em Cabo Frio e vem sendo chamado de Novo Egito, em alusão à corrida pelo ouro no país africano.


Os investigados poderão responder, na medida das suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta/temerária instituição financeira clandestina, emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio*, organização criminosa e lavagem de capitais, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 26 anos de reclusão.


O nome da operação, Kryptos, vem do termo grego para designar o “oculto” ou o “escondido”.


Metrópoles

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