Sindelpol do Rio solicita implementação de avaliações psicológicas regulares nos policiais civis

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol-RJ) protocolou, nesta segunda-feira (10), um requerimento formal à Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (SEPOLRJ) solicitando a implantação de avaliações psicológicas periódicas para os policiais civis. A medida visa detectar precocemente transtornos psíquicos que possam comprometer o desempenho […]

Por Editoria Delegados

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol-RJ) protocolou, nesta segunda-feira (10), um requerimento formal à Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (SEPOLRJ) solicitando a implantação de avaliações psicológicas periódicas para os policiais civis. A medida visa detectar precocemente transtornos psíquicos que possam comprometer o desempenho funcional e a segurança institucional, permitindo o afastamento temporário de agentes que apresentem comprometimento mental significativo.

O pedido fundamenta-se em dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, que apontam um aumento de 116,7% nos casos de suicídio entre policiais no Estado do Rio de Janeiro. A alta incidência de transtornos como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático (TEPT) e síndrome de burnout entre profissionais da segurança pública reforça a necessidade de um monitoramento contínuo da saúde mental desses trabalhadores.

Para o presidente do Sindelpol-RJ, Leonardo Affonso D. Santos, a ausência de avaliações psicológicas sistemáticas coloca em risco não apenas os servidores, mas também a própria sociedade.

“Os policiais civis enfrentam condições de trabalho extremamente estressantes, lidando diariamente com violência, risco de vida e perda de colegas. Sem um acompanhamento adequado, muitos desenvolvem transtornos graves, e isso afeta diretamente a segurança pública. Não podemos permitir que essa realidade continue sendo ignorada pelas autoridades”, afirma Santos.

O requerimento entregue à SEPOLRJ destaca a necessidade de implementação de protocolos institucionais que assegurem não apenas a detecção de transtornos psíquicos, mas também o afastamento temporário e o acompanhamento psicológico adequado para agentes que necessitem de suporte. Além disso, sugere a incorporação de disciplinas sobre saúde mental na formação da Academia de Polícia Civil.

A iniciativa do Sindelpol-RJ tem respaldo em legislações como a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei nº 14.735/2023) e a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Lei Complementar nº 204/2022), que enfatizam a valorização e promoção da saúde ocupacional dos policiais civis.

Diante da gravidade do problema, o sindicato aguarda um posicionamento da SEPOLRJ e reforça a necessidade de medidas imediatas para a proteção da saúde mental dos profissionais da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

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