Segundo estado mais seguro do País, São Paulo paga salário para Polícia pior que o Acre

SP: Para a presidente da entidade, Jacqueline Valadares, o que acontece “é inconcebível” ”Anuário 2023 das Cidades Mais Seguras do Brasil” atesta qualidade da atuação da Polícia paulista; por outro lado, estudo do Sindpesp mostra que estados com maior índice de mortes e menor arrecadação remuneram melhor suas forças de segurança. Estado mais rico do País, […]

Por Editoria Delegados

SP: Para a presidente da entidade, Jacqueline Valadares, o que acontece “é inconcebível”


”Anuário 2023 das Cidades Mais Seguras do Brasil” atesta qualidade da atuação da Polícia paulista; por outro lado, estudo do Sindpesp mostra que estados com maior índice de mortes e menor arrecadação remuneram melhor suas forças de segurança.

Estado mais rico do País, São Paulo é também o segundo mais seguro para se viver, de acordo com o “Anuário 2023 – Cidades Mais Seguras do Brasil”. O estado bandeirante é o segundo com menor índice de assassinatos, conforme aponta o estudo. Porém, no quesito holerite, continua sendo um dos que oferece os piores salários aos profissionais da Segurança Pública, de acordo com levantamentos realizados pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp).


Para a presidente da entidade, Jacqueline Valadares (imagem), o que acontece “é inconcebível”:

“Não há razoabilidade no fato de um estado, que está sempre entre os melhores em produtividade, como indica este Anuário, remunerar tão mal aqueles que estão na linha de frente contra o crime e na proteção da sociedade”, destaca a delegada.

Segundo o “Anuário 2023 Cidades Mais Seguras do Brasil”, da MySide, empresa de serviços em tecnologia para o setor imobiliário, São Paulo registrou 11,3 homicídios a cada 100 mil habitantes, em 2022. O estado fica atrás apenas de Santa Catarina, com 8,6, e à frente de Minas Gerais – 3º colocado, com 14.

A disparidade fica ainda mais evidente quando se leva em consideração o ranking do Sindpesp dos salários de delegados em início de carreira no País e a riqueza (em arrecadação) dos estados:

“São Paulo arrecadou R$ 1,03 trilhão no ano passado, é o segundo mais seguro do Brasil, segundo o Anuário da MySide, mas ostenta o vergonhoso 22º pior salário para delegados do País – R$ 15.037 brutos, e já contando com o reajuste do governo para agosto”, lamenta Jacqueline.

O estado catarinense, campeão em Segurança, é o quinto na lista quanto ao salário dos delegados (R$ 20.827) e o sétimo mais rico (120,9 bilhões). Mato Grosso, o sexto em Segurança, é apenas o 14º em arrecadação, com R$ 42,2 bilhões, mas é o que melhor paga delegados (R$ 22.446).

O Acre, sétimo em Segurança, de acordo com o Anuário, e com uma das piores arrecadações do País (no 25º lugar, com R$ 4,7 bilhões), remunera melhor do que São Paulo (R$ 16.211):

“Os números positivos do Anuário mostram o quanto os policiais paulistas, mesmo em condições adversas, se esforçam para entregar segurança de qualidade, para proteger a sociedade e combater o crime. Porém, sem um salário justo, o servidor acaba optando por outras carreiras e sai da instituição, o que aumenta a defasagem, sendo que não há substituição imediata para exonerações, mortes e aposentadorias. Tal déficit gera sobrecarga nos que permanecem e isso reflete na saúde mental dos policiais em atividade e afeta o atendimento à população”, alerta Jacqueline.

Capitais

A pesquisa da MySide abarca, ainda, as dez capitais mais seguras: São Paulo é a segunda, com 13 mortes a cada 100 mil; Florianópolis-SC é a primeira, com 9,5. Já entre os dez municípios brasileiros mais seguros, sete são paulistas: Salto (3,1), Várzea Paulista (3,5), Botucatu (3,5), Indaiatuba (3,5), Araraquara (3,9), Votorantim (4,5) e Poá (5,1).

A pesquisa

O “Anuário 2023 – Cidades Mais Seguras do Brasil” foi elaborado com base em índices do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal indicador foi a quantidade de assassinatos por 100 mil habitantes. Foram analisados os dados de 1,5 milhão de registros de óbitos em 2022 em todos os municípios do País.

Assessoria de Imprensa
Fiamini –  Sindpesp

 

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