Saiba qual é o atacadista suspeito de sonegar milhões em impostos

Cerca de 80 policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais Alvo de uma megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Santa Therezinha Atacadista (STO) é suspeito de participar de esquema de sonegação fiscal. Cerca de 80 policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão no […]

Por Editoria Delegados

Cerca de 80 policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais


Alvo de uma megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Santa Therezinha Atacadista (STO) é suspeito de participar de esquema de sonegação fiscal. Cerca de 80 policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais.

A coluna apurou que buscas foram realizadas na sede da empresa, localizada na BR-070, na casa do proprietário do atacadista, Daniel Almeida Gomes da Rocha, e de Sulivan Pedro Covre, dono do Super Adega, empresa que pertence ao mesmo grupo do STO, na Península dos Ministros, no Lago Sul.

A ação, batizada de Operação Manager, é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Dot/Decor), e contou com informações dadas pela Receita do DF.

A coluna não localizou as defesas da empresa e de Sulivan para comentar a ação. O espaço segue aberto para possíveis posicionamentos.

 
A investigação indicou a existência de um esquema de sonegação fiscal, por meio de emissão de milhares de notas, pelo Santa Therezinha Atacadista, fornecedor de alimentos e bebidas com sede no Distrito Federal.

Nas notas fiscais constavam como compradores empresas extintas ou empresas fantasmas com sedes na Bahia e em Goiás. O objetivo dos investigados foi fornecer grande volume de mercadorias para outros comerciantes, de diversos estados, a menor preço, bem como sonegar ICMS.

Além disso, o esquema possibilitava que os clientes do atacadista sonegassem o tributo em seus respectivos estados, por meio da não contabilização dos produtos nos seus estoques, já que as notas ficais são emitidas para falsos compradores.

Para tanto, gerentes e vendedores selecionavam clientes interessados no esquema, e cada vendedor utilizava um CNPJ de uma empresa fantasma até que a Receita do Distrito Federal bloqueasse a emissão das notas fiscais (quando suspeitava da fraude). Nesse caso, a gerência do esquema repassa um novo CNPJ para o vendedor e seguiam com a fraude fiscal.

Os titulares das empresas fantasmas recebiam entre 1% e 1,5% do valor da venda pela falsificação da nota fiscal. De acordo com as investigações, aproximadamente 60% de todo o faturamento da atacadista resulta dessas vendas “gerenciais”. O prejuízo causado aos cofres públicos está em apuração.

Os suspeitos são investigados por associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, lavagem de bens, direitos e valores, sonegação fiscal e, caso condenados, podem pegar mais de 20 anos de prisão.

 

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