Procurador-geral de Justiça de MG pediu prisão temporária para salvar provas e preservar a vida do promotor e dos filhos do casal

MG: Filhos de promotor preso saem em defesa do pai e dizem que mãe sofria de depressão profunda Procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, disse que pediu prisão de promotor para evitar tragédia maior e proteger filhos do casal Os dois filhos mais velhos do procurador André Luís Garcia de Pinho e […]

Por Editoria Delegados

MG: Filhos de promotor preso saem em defesa do pai e dizem que mãe sofria de depressão profunda

Procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, disse que pediu prisão de promotor para evitar tragédia maior e proteger filhos do casal

Os dois filhos mais velhos do procurador André Luís Garcia de Pinho e de Lorenza Maria Silva Pinho – um jovem de 16 e uma moça de 15 anos – saíram em defesa do pai e afirmaram que a mãe, que morreu no dia 3, sofria de depressão grave e fazia uso de medicamentos. O depoimento foi dado pelos jovens à RecordTV, nessa sexta (9), uma semana após o caso.

Os adolescentes, que junto com os outros três irmãos continuam vivendo no apartamento da família no bairro Buritis, região Oeste de BH, sob o cuidado de amigos do casal, afirmaram ainda que o promotor “abriu mão da carreira para cuidar da mãe”. O procurador do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi detido no último domingo (4), após a Justiça decretar a prisão temporária. Lorenza Maria Silva Pinho morreu no dia 3 no apartamento do casal. O marido alega que ela passou mal e engasgou enquanto dormia.

Os dois adolescentes afirmaram também que Lorenza passava por um processo de depressão e que fazia uso de remédios controlados. A menina disse acreditar na inocência do pai e acrescentou que o promotor estava sempre apoiando a esposa na luta contra os problemas psicológicos. “Meu pai estava sempre ajudando ela e vencer a depressão. Isso era um problema de muitos anos. Ele abriu mão da carreira para cuidar dela. Qualquer um que convivia conosco sabia disso e que ele não faria uma coisa dessas”, afirmou a filha.

A adolescente contou que chegou a ser acordada pelo pai quando tudo aconteceu. “Nosso irmão caçula estava com eles no quarto, dormindo. Meu pai trouxe ele para meu quarto e pediu para eu cuidar dele porque precisava cuidar da nossa mãe que estava passando mal. Ele estava aflito, preocupado. Depois de um tempo ouvi barulho de sirene de ambulância”, disse.

Prisão para “preservar a vida”

O procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior, afirmou também nessa sexta (9) que pediu a prisão temporária de André Luís Garcia de Pinho para “salvar provas e preservar a vida do promotor e dos cinco filhos do casal”. O pedido aconteceu dois dias após a morte de Lorenza Maria Silva Pinho, de 41 anos. A esposa do promotor morreu no último dia 2 de abril no apartamento do casal, no bairro Buritis, região Oeste da capital.

Segundo o procurador-geral, o Ministério Público aguarda os laudos periciais que vão apontar se Lorenza foi ou não assassinada. “Instauramos os procedimentos para a investigação. Muitos elementos estão sendo colhidos e pedimos a prisão do promotor para fazer este procedimento de forma mais tranquila preservando a todos”, destacou Jarbas Soares Júnior.

O procurador-geral informou ainda que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) espera a liberação dos laudos de necropsia realizados pelo Instituto Médico Legal da Polícia Civil para ter elementos que comprovem se a morte foi causada por meio violento ou por causas naturais – já que o promotor André Luís de Garcia Pinho afirma que a esposa morreu dormindo após se engasgar. “A avaliação técnica do IML é que vai nos indicar se a morte ocorreu por circunstâncias naturais ou por meios que indicam que houve um feminicídio”, explica o procurador-geral.

O corpo de Lorenza Maria Silva Pinho continua no IML à espera de liberação para ser sepultado. Como um dos envolvidos no caso é um promotor, as investigações serão feitas pelo MPMG e não pela Polícia Civil.

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