PC de SP cumpre em SE mandados de busca e apreensão sobre desvio de recursos no Sindicato dos Motoristas e Cobradores

SP: Com o apoio das polícias Civil, Militar e do GTA de Sergipe, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro municípios sergipanos PC de SP cumpre em SE mandados em investigação sobre desvio de recursos no Sindicato dos Motoristas e Cobradores paulista — Foto: SSP Nesta quinta-feira (20), a Polícia Civil de […]

Por Editoria Delegados

SP: Com o apoio das polícias Civil, Militar e do GTA de Sergipe, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro municípios sergipanos


PC de SP cumpre em SE mandados em investigação sobre desvio de recursos no Sindicato dos Motoristas e Cobradores paulista — Foto: SSP

Nesta quinta-feira (20), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu sete mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Chapelier, que investiga desvios de recursos no Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas), que tinha como presidente o ex-deputado federal Valdevan Noventa. Em Sergipe, a operação ocorreu em imóveis de Valdevan nas cidades de Aracaju, Umbaúba, Estância e Arauá. A operação também foi realizada em um haras na cidade Sorocaba (SP). Aa assessoria de Valdevan se pronunciou sobre o assunto (leia abaixo)

Segundo a polícia, o objetivo da operação foi coletar novas provas do desvio feito por meio do sindicato, finalizar a organização criminosa e tentar retomar os valores, começando a focar nos bens das pessoas que estão envolvidas. “Em Umbaúba, encontramos três carros novos que somados o valor chega a R$ 600 mil, além de celulares, documentos e relógios. Tudo isso vai ser objeto de investigação”, disse o delegado, Fábio Darelli.

De acordo com o delegado Roberto Monteiro, as investigações da Polícia Civil já possuem relatório técnico de desvios de vultosas quantias, que passam de R$ 30 milhões anuais, apenas de um alvo. “Fora de outros alvos, como também pessoas jurídicas ligadas ao sindicato. As empresas de ônibus são obrigadas a contratar certas empresas que oferecem algum serviço, e essas repassam recursos ao sindicato”, explicou.

Policiais Civis cumprem mandados de busca e apreensão durante 2ª fase da Operação Chapelier em SE — Foto: SSP/SE

Roberto Monteiro também lembrou que em São Paulo há o subsídio ao transporte coletivo por parte da Prefeitura. “A previsão para este ano é de R$ 5 bilhões até o final de 2022 para o transporte coletivo. E, infelizmente, esse dinheiro que era para beneficiar a população é em parte desviado para esse grupo criminoso que se instalou em um sindicato de trabalhadores”, informou, ressaltando o prejuízo à população paulista.

O delegado também reiterou que a atuação desse grupo criminoso também gera impacto em Sergipe. “Até porque Valdevan era uma pessoa desconhecida em Sergipe até 2016. Apesar de ter suas origens no estado. Ele voltou utilizando recursos públicos desviados, fez a campanha dele e acabou sendo cassado, por utilizar recursos ilegais. A Justiça Eleitoral considerou inelegível e está com os direitos políticos suspensos”, relembrou Monteiro.

Como resultado da primeira fase da Operação Chapelier, a Polícia Civil de São Paulo já havia apreendido, em Sergipe, 41 cavalos de alto valor pertencentes ao ex-deputado federal e ex-presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas), Valdevan Noventa. Na segunda fase, que ocorreu nessa quinta-feira (20), mais dois cavalos de raça foram apreendidos em Sorocaba (SP).

Dos cavalos apreendidos, há animais que chegam a valer R$ 1 milhão, conforme a apuração da Polícia Civil paulista. Os animais apreendidos em Sergipe estão sob a custódia da Cavalaria da Polícia Militar sergipana.

O que diz a assessoria de Valdevan

Através de nota, a assessoria de imprensa de Valdevan informou que ele respeita e se coloca à disposição das autoridades no que diz respeito ao inquérito policial. O texto diz ainda, que Valdevan e os demais membros da diretoria do Sindmotoristas, citados nos autos, estão afastados de seus cargos até a conclusão da investigação.

A nota afirma que a defesa dos envolvidos não teve acesso a todas as informações do inquérito, e que deve se pronunciar sobre o assunto publicamente em outra oportunidade. Além disso, o texto cita que Valdevan afirma estar sendo alvo de retaliações políticas e cita que Sindmotoristas é um sindicato atuante, comprometido e com atuações transparentes.

g1

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