Para delegado, lei eleitoral que deixou falso médico solto deve ser extinta

RJ: Acusado se entregou, mas foi solto por conta de medida eleitoral Com dez passagens pela polícia, oito delas pelo crime de aborto, o falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira, acusado de ser responsável pela morte de Jandira Magdalena dos Santos Cruz — durante procedimento para a retirada de um feto, em Santa […]

Por Editoria Delegados

RJ: Acusado se entregou, mas foi solto por conta de medida eleitoral

 

Com dez passagens pela polícia, oito delas pelo crime de aborto, o falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira, acusado de ser responsável pela morte de Jandira Magdalena dos Santos Cruz — durante procedimento para a retirada de um feto, em Santa Cruz — se apresentou nesta quarta-feira na 35ª DP (Campo Grande).

 

Porém, ele, que tem mandado de prisão expedido pela Justiça, não ficou preso devido à lei eleitoral que impede prisões (menos flagrantes e condenações) cinco dias antes das eleições e dois dias depois da votação. Para o delegado Hilton Pinho Alonso, a lei eleitoral de número 4.737, de 15 de julho de 1965, que proíbe a prisão com mandados de prisão, é antiga e precisa ser extinta. “A sociedade precisa debater essa lei e levar para o Legislativo. Ela é antiga e deve ser extinta. O direito ao voto é mais importante que o direito à segurança pública?”, questionou o delegado.

 

O falso médico prestou depoimento e foi liberado. Familiares de Jandira ficaram revoltados com o fato de ele não ter ficado atrás das grades. Na 35ª DP, Carlos Augusto contou que conheceu Rosemere Aparecida Ferreira e o ex-marido dela, o policial civil Edilson dos Santos, há cinco anos, quando, segundo ele, começaram a realizar abortos em clínicas da Zona Norte. No entanto, para despistar a polícia, eles usavam o nome de estética.

 

“Era uma tática para driblar a polícia, que sempre descobriu os locais que essa quadrilha atuava. A partir disso, eles decidiram realizar os procedimentos em casas mais distantes (do Centro), que chamavam menos a atenção policial”, afirmou o delegado Hilton Pinho Alonso, informando que as outras duas passagens do falso médico pela polícia são por falsa identidade e exercício ilegal da Medicina. “Em depoimento, Carlos contou que cursou a faculdade de Medicina durante cinco anos, mas não conseguiu concluir. E, quando conheceu a Rosemere, começou a fazer os abortos”, detalhou o policial civil.

 

Niterói: mãe e filha atrás das grades

 

Numa outra investigação da Polícia Civil, Sheila Cristina Silva Teixeira, de 37, acusada de participação na morte de Elizângela Barbosa durante a realização de aborto, se entregou terça-feira à noite à Divisão de Homicídios (DH) de Niterói e São Gonçalo. Ela é filha de Ligia Maria Silva, apontada como a chefe da quadrilha, que foi presa segunda-feira.

 

Além de Sheila e Ligia, o acusado de ser o enfermeiro e agenciador do bando que fazia abortos, Rildo José Medeiros dos Anjos, está atrás das grades. Agora, os policiais seguem procurando por Wagner Silva, de 27, que também é filho de Ligia e segue foragido. Segundo a DH, ele forjou a interceptação de um bando armado e o socorro à Elizângela na Estrada de Ititioca, em Niterói.

 

O Dia

 

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