Ouvidor da Polícia é acusado de fazer pressão em delegado contra prisão de manifestantes

SP: Júlio Neves falou a delegado que este poderia responder por abuso de autoridade Os manifestantes foram levados ao 65º DP após protestos na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, na zona leste de São Paulo Três manifestantes detidos durante os protestos na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, na zona leste de São Paulo, […]

Por Editoria Delegados

SP: Júlio Neves falou a delegado que este poderia responder por abuso de autoridade

Os manifestantes foram levados ao 65º DP após protestos na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, na zona leste de São Paulo

Três manifestantes detidos durante os protestos na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, na zona leste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira, 28, foram autuados em flagrante por associação criminosa, incêndio tentado e explosão. Todos serão encaminhados para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Policiais envolvidos na ocorrência informaram que o Ouvidor da Polícia de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves, foi até o 65º Distrito Policial (Arthur Alvim) e teria pressionado o delegado Marcos Luiz Gomes, responsável pelo caso, para não prender os suspeitos por associação criminosa – o que possibilitaria o pagamento de fiança – , sob o risco de ser acusado por abuso de autoridade.

Segundo informações da Polícia Militar, durante as manifestações contra a reforma trabalhista e da Previdência, por volta das 6h30, Luciano Antonio Firmino, de 41 anos, foi preso após ser surpreendido carregando gasolina, tochas e pregos para obstruir a passagem de veículos na avenida, enquanto Juraci Alves dos Santos, de 57, e Ricardo Rodrigues dos Santos, de 35, foram detidos após atirar rojões contra os PMs. O material usado pelos suspeitos foi apreendido.

Dois manifestantes que filmavam a ação foram levados como testemunhas junto com um homem que passava pelo local.

Os manifestantes chamaram o ouvidor Neves, que foi até a delegacia. Ele nega que tenha pressionado o delegado para não autuar os suspeitos por associação criminosa.

 

Os pregos que teriam sido usados pelos suspeitos foram apreendidos

“Eu não pedi nada e nem tenho poder para entrar na convicção do delegado. Apenas o alertei sobre um caso semelhante ocorrido no passado (quando um capitão do Exército, infiltrado, foi preso junto com um grupo de manifestantes que protestavam contra o presidente Michel Temer, em setembro de 2016), em que o delegado responsável prendeu os envolvidos e acabou respondendo por abuso de autoridade”, afirmou. “Fiz para evitar que polícia seja acusada de cometer abuso, mas ele que (delegado) fique à vontade.”

Neves, que também é advogado, disse que conversou com os presos e que todos “estão bem”. “Não estou aqui advogando. A Ouvidoria tem a obrigação de exercer o controle social da atividade policial.”

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) também foi à delegacia para acompanhar o registro da ocorrência.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que “são ínverídicas as declarações do ouvidor. Em nenhum momento o delegado responsável pela prisão de manifestantes detidos, em setembro do ano passado, respondeu por abuso de autoridade”. A pasta afirmou que os acusados respondem a processo na Justiça.

 

Estadão

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