‘Não vamos tolerar a violência’, diz delegado sobre segurança na Copa

Entre estados que abrigam cidades-sede, Rio receberá maior parcela da verba de R$ 1,17 bi O delegado Andrei Rodrigues, chefe da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos do Ministério da Justiça, concedeu entrevista exclusiva ao DIA , nesta terça-feira, para falar sobre o esquema de segurança e o legado do Mundial. 1. Qual o legado […]

Por Editoria Delegados

Entre estados que abrigam cidades-sede, Rio receberá maior parcela da verba de R$ 1,17 bi

 

O delegado Andrei Rodrigues, chefe da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos do Ministério da Justiça, concedeu entrevista exclusiva ao DIA , nesta terça-feira, para falar sobre o esquema de segurança e o legado do Mundial.

1. Qual o legado que ficará da Copa do Mundo para a segurança pública do Rio?
— Teremos três centros integrados de comando e controle móvel, câmeras de alta resolução com imagens transmitidas em tempo real, uma delegacia móvel emum ônibus adaptado, equipamentos de inteligência para filmagens discretas, kit antibombas e equipamentos de resgate, caso uma pessoa fique presa nas ferragens num acidente. Todos os investimentos serão úteis para a segurança após a Copa.

 

2. Há preocupação com as manifestações?
— A manifestação é um direito constitucional. Se não houver depredações, furtos e saques, não há necessidade de reação. O foco é garantir protestos pacíficos e não tolerar atos de violência.

 

3. Que medidas estão sendo tomadas para evitar a vinda baderneiros, como os ingleses ‘hooligans’ e os argentinos conhecidos como ‘barra-bravas’?
— O governo da Argentina entregou uma lista com 2,1 mil nomes. A Inglaterra retém o passaporte e impede a saída deste tipo de torcedor. Temos ações de cooperação internacional, como contato com a Interpol e unidades da Polícia Federal na América Latina, Europa e África.

 

4. Qual a imagem que o país pretende deixar ao mundo após a Copa?
— Em nenhuma outra Copa, foi montada uma estrutura como essa. É o maior aparato de segurança montado na história das Copas. Seja porque temos 12 sedes, seja pelas dimensões do nosso país ou pelas diferenças regionais. É a consolidação das boas práticas de segurança pública no mundo.

 

Rio será o maior beneficiado

 

O Rio de Janeiro será o maior beneficiado com os investimentos de R$ 1,170 bilhão do Ministério da Justiça na área da Segurança entre os 12 estados-sedes da Copa do Mundo, que começa amanhã. O evento deixará legado superior a R$ 110 milhões em equipamentos entregues ao governo estadual, o equivalente a 9,4% do valor aplicado no setor. O Ministério da Defesa investiu R$ 700 milhões em segurança para o evento no país.

 

“É o maior aparato de segurança na história das Copas”, avalia o delegado Andrei Rodrigues, chefe da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça. A presidenta Dilma Rousseff comentou outros benefícios para a sociedade, com investimentos feitos entre 2010 e 2013: “Os estados e municípios investiram R$ 1,7 trilhões em educação e saúde”. Ao lembrar o gasto de R$ 8 bilhões em estádios, ela disse que o valor aplicado em educação e saúde é 212 vezes maior.

O planejamento de segurança foi apresentado em coletiva, ontem de manhã, no Centro Aberto de Mídia, no Forte de Copacabana. Ao todo, 180 mil homens terão a responsabilidade de impedir atos de violência. Entre eles, 100 mil policiais federais e estaduais, 60 mil soldados das Forças Armadas e 20 mil agentes da segurança privada. O efetivo será três vezes superior em comparação ao utilizado na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

O esquema, planejado em conjunto com Agência Brasileira de Inteligência (Abin), começou a ser estudado na Copa das Confederações e na visita do Papa Francisco, no ano passado. “A integração será um dos benefícios para a população brasileira após a Copa”, garante o general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

 

Câmeras poderão identificar suspeitos no escuro a até três quilômetros

Câmeras de alta resolução, capazes de captar imagens em baixa luminosidade ou apenas pelo calor com até três quilômetros de distância, ficarão como legado para a polícia do Rio de Janeiro após o Mundial. O Rio de Janeiro contará com três centros integrados de comando e controle móvel. São carretas capazes de reproduzir informações e deslocar agentes de diferentes instituições que irão auxiliar na segurança de acordo com a necessidade.

Agentes também terão à disposição câmeras acopladas em helicópteros avaliadas em R$ 6 milhões cada, que transmitem imagens em tempo real ao centro de comando e controle. Uma delegacia móvel adaptada num ônibus terá cartório, sala para depoimentos, internet e até um xadrez. Agentes do Rio também terão à disposição um robô capaz de identificar suspeitos de carregar artefatos explosivos e armas não-letais, usadas para dispersar a multidão.

 

Uma aula para outros países

As medidas de segurança para a Copa estão sendo acompanhadas de perto por representantes da Rússia e Qatar, países-sede dos próximos Mundiais, que visitaram o Centro Nacional de Comando e Controle da Copa, em Brasília. O local também recebeu membros de outros países, como Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Argentina e Inglaterra.

Mas essa não é a única interação com estrangeiros. Mais de 200 policiais de 40 países fazem parte do Centro de Cooperação Policial Integrada (CCPI). O objetivo é a troca de informações do banco de dados de interesse internacional. “O policial estrangeiro pode consultar o seu banco de dados e trazer mais informações caso um suspeito seja identificado”, explicou Andrei Rodrigues.

O ranking

1) Rio de Janeiro
R$ 110 milhões. Destaque para o investimento no Centro Integrado de Comando Controle Nacional Alternativo, que servirá como plano B para a gestão das ações.

2) Distrito Federal
R$ 105,6 milhões. Em Brasília, ficará o Centro de Comando e Controle e o Centro de Cooperação Policial Internacional, com agentes de outros países.

3) São Paulo
R$ 83,9 milhões. A cidade que sediará a estreia da seleção brasileira, amanhã, contra a Croácia. Contará com armamento e munição não-letal para coibir manifestações.

4) Minas Gerais
R$ 72,3 milhões.

5) Rio Grande do Sul
R$ 70,7 milhões

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