Mestre desenvolve software que calcula chance de aprovação em concursos

Nova tecnologia promete contabilizar seu desempenho e guiar os estudos até a aprovação Não seria maravilhoso poder contabilizar quantas chances temos para passar em um concurso público? Ao invés de ficar só imaginando o dia em que isso seria possível, Victor Maia, especialista em aprendizagem pela Universidade da Califórnia e mestre em estatística pela Universidade […]

Por Editoria Delegados

Nova tecnologia promete contabilizar seu desempenho e guiar os estudos até a aprovação

Não seria maravilhoso poder contabilizar quantas chances temos para passar em um concurso público? Ao invés de ficar só imaginando o dia em que isso seria possível, Victor Maia, especialista em aprendizagem pela Universidade da Califórnia e mestre em estatística pela Universidade de Brasília, colocou a mão na massa e desenvolveu um software com esse objetivo. A Máquina da Aprovação (uma promoção do QualConcurso) (pretende calcular as chances de um candidato ser aprovado de acordo com seu tempo de estudo, suas habilidades e área de interesse). O fundador da tecnologia assegura que, utilizando o método, com cerca de 10 a 20 horas de estudo por semana, a aprovação em seleções públicas passa a ser em média 48% mais rápida.

 

A ideia partiu de um desejo pessoal de Victor em passar para o cargo de perito da Polícia Federal, concurso que passou, graças ao software segundo ele. Mas nada de passe de mágica, o sonho foi conquistado após quatro anos de dedicação. “Queria saber meu desempenho, o que precisava melhorar. Com o tempo passei em diversos concursos – como para agente da PF, com só quatro meses de estudo, além da Controladoria-Geral da União (CGU) e Previc -, e até hoje já ajudei muitos concurseiros que atribuem seu sucesso ao software”.

 

Para entender melhor como a Máquina de Aprovação funciona, o fundador compara sua metodologia com um GPS, que te informa onde você está (em termos de conhecimento), você decide onde quer chegar (qual carreira ou concurso seguir) e ele traça a melhor rota para seu destino (a aprovação). São quatro fases básicas:

 

Avaliação: o candidato é submetido a um primeiro simulado em que seu desempenho nas disciplinas é comparado às notas dos concurseiros aprovados no último concurso do órgão, para saber se o quanto ele conhece é suficiente para ser classificado. A partir daí, em um cálculo que envolve a quantidade e o peso das questões, uma porcentagem de conhecimento já acumulado pelo candidato é gerada pelo sistema. Segundo Victor, a tecnologia funciona, pois os concursos dos órgãos são muito similares e existe uma dificuldade intrínseca de cada seleção que permite tal comparação.

 

Escolha: a partir do desempenho dos candidatos no simulado, o sistema fornece um feedback com qual carreira o candidato mais poderia ter sucesso e passar em um concurso. Ou seja, o software te ajuda a escolher qual rumo seguir de acordo com seu conhecimento adquirido. Para Victor, trata-se de uma dica preciosa. “Mesmo que o candidato tenha consciência do cargo que quer, nem sempre será a escolha mais sensata. Primeiro é preciso ver o que é palpável, a carreira em que você demonstra mais afinidade, para se fazer a escolha mais eficiente”.

 

Planejamento: Com a carreira definida, parte-se para o planejamento dos estudos. Aqui se calcula não só o tempo necessário para estudo diário de cada disciplina, como também indica qual tema você já tem mais conhecimento e não precisa se dedicar tanto e qual assunto você tem que entender melhor e estudar mais. “Você pode achar que é bom em português, mas é relativamente ruim com relação aos outros candidatos do concurso passado, por exemplo, e o software te diz isso para você não perder tempo. É preciso estudar mais o que não sabe e o que cai mais nos exames”, afirma Victor. Segundo ele, com um planejamento detalhado, em três semanas as pessoas já adquirem o hábito de estudar e conseguem descansar após alcançar as metas de estudo sem culpa, o que diminui a ansiedade inerente dos concurseiros que, por sua vez, o faz dormir melhor e aprender mais.

 

Estudo: nessa fase são indicadas leituras, feitos mais simulados (com correção de questões objetivas e discursivas), e ensinadas técnicas de estudo e motivação para o aluno continuar estudando.

 

Como se trata de uma tecnologia que se assemelha ao serviço de um coaching de concursos, só que com a estatística como grande aliada, o software tem vagas limitadas para consultoria e, tirando as mais de 200 mil questões, que todos usuários têm acesso gratuitamente ao se cadastrarem na plataforma de estudos, as outras etapas são pagas.

 

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