Maior assaltante de banco do país tenta intimidar delegado de MT

Precursor do novo cangaço em Mato Grosso Maior assaltante a banco, precursor do novo cangaço em Mato Grosso tenta intimidar delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Henrique Stringueta, durante depoimento na Vara Especializada Contra o Crime Organizado, no Fórum de Cuiabá. “Olha o que o senhor fez comigo, o […]

Por Editoria Delegados

Precursor do novo cangaço em Mato Grosso

 

Maior assaltante a banco, precursor do novo cangaço em Mato Grosso tenta intimidar delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Henrique Stringueta, durante depoimento na Vara Especializada Contra o Crime Organizado, no Fórum de Cuiabá.

 

“Olha o que o senhor fez comigo, o senhor acabou com a minha saúde, acabou com a minha vida”, disse Lindomar Alves de Almeida, o Nenezão, assim que adentrou à sala de audiências na tarde de sexta-feira (25), para ouvir os depoimentos sobre o processo que responde pela explosão a um carro forte ocorrida em junho de 2012, próximo ao município de Diamantino. Visivelmente mais magro, alega ter emagrecido 50 kg na prisão.

 

O delegado frisou que “Lindomar tem coragem e estrutura, é um criminoso de alta patente (periculosidade), fugiu do Pascoal Ramos em 2004 e nunca mais foi recapturado. É precursor do novo cangaço e de diversos crimes na área, como a banco e carro forte. Ele tem força para agir e representa uma ameaça para o sistema prisional”.

 

De acordo com o promotor público Arnaldo Justino as declarações de Lindomar servem para reforçar o pedido de transferência dele para um presídio federal. Considerado elemento de alta periculosidade, a permanência de Lindomar em Cuiabá representa uma ameaça para o sistema prisional.

 

“Me preocupo porque no presídio de Serrinha, na Bahia, não tem celular, ele não tinha acesso a celular, aqui em Mato Grosso tem celular e ele vai continuar no comando. É um risco a vida de autoridades. Quem o prendeu se sente ameaçado. Os interrogatórios foram tensos, com gritos, afrontas como a que ocorreu agora”, frisou Stringueta, que não escondeu se sentir ameaçado.

 

Além disso, com base em tudo o que já apurou, o delegado é taxativo em afirmar que Lindomar Alves de Almeida é líder das ações e não pertence a nenhuma das facções criminosas do tipo Comando Vermelho, Comando da Capital. “Ele é o cara, não pertence a nenhum tipo de comando, ele é o comandante e tem comandados em outros estados”, afirmou.

 

O advogado Luiz Carlos Rotta Filho, que defende Lindomar no processo de arrombamento ao carro forte, afirma que seu cliente permanecerá em Mato Grosso. “Ele chegou no dia 15 deste mês na condição de assistir os depoimentos e vai ficar preso no Presídio Central do Estado (PCE). Só não veio antes porque não tinha como trazer sem atestado da Vara, somente depois que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) liberou a vaga é que pode vir. E agora vai permanecer”, frisou o advogado.

 

No total, Lindomar responde a 14 inquéritos, todos em Mato Grosso, por roubo a banco, novo cangaço e especialmente roubo a carro forte. Era fugitivo da PCE desde 2004. Como foi preso no Estado da Bahia e não responde a nenhum crime lá, veio para Mato Grosso onde correm os inquéritos.

 

Além do delegado Stingueta, outras pessoas arroladas como testemunha pelo Ministério Público Estadual (MPE), entre elas as que atenderam a ocorrência da explosão do carro forte de onde foram roubados cerca de R$ 1,5 milhão e que não foram localizados, participaram das oitivas sob responsabilidade da juíza Celma Rosane dos Santos Barros. Na ação ocorrida em 1º de junho de 2012, agiram sete bandidos fortemente armados sob comando de Lindomar.

 

A audiência continua na segunda-feira (28) quando mais três testemunhas referências do juízo (foram citadas durante a audiência desta sexta-feira) serão ouvidas, além dos interrogatórios dos réus, depois vem a fase de diligências e alegações finais para o desfecho do processo. Além de Lindomar, figuram como réus a esposa dele, Cleunice Ferreira Lima, Vander Ferreira e Enestésio Sobrinho.

 

Lindomar Alves de Almeida foi preso em junho de 2012 na Bahia. Mas era monitorado há muito tempo. Em Goiânia, por exemplo, a polícia não o prendeu porque o local era desfavorável, com muitas pessoas em circulação. No dia da prisão ele estava em um hotel em Feira de Santana, e foi preso por policiais de lá. A princípio foi levado para o presídio de Mata Escura, em Salvador. Mas foi transferido para o presídio da Serrinha, a cerca de 100 km de Feira de Santana, depois de uma tentativa de fuga. O advogado de defesa pontuou que em relação a esse processo Lindomar foi absolvido.

 

Com o surgimento do novo cangaço em Mato Grosso o Bope foi se estruturando e melhorou muito, segundo o delegado Flávio Stringueta porque se preparou para agir contra o crime. “Quando aprontam alguma o Bope reage com uma resposta”. Stingueta também avalia que a prisão de Lindomar representou um marco na história do Estado. “Coincidência ou não, desde que ele foi preso não teve mais nenhum ataque a carro forte no Estado”. Sendo que em 2012 foram dois registros e em 2011 foram sete. E do Novo Cangaço, um em 2012 e outro em 2013.

 

Segundo o delegado Flávio Stringueta que presidiu o caso ocorrido em 2012, desde que atendeu o comunicado as suspeitas recaíram sobre Lindomar, pela forma de agir e devido a região ser dominada por ele. Em Nobres está toda família dele. “As investigações foram fortalecendo as suspeitas. Em entrevista no presídio de Serrinha ficou claro que ele tem domínio do fuzil ponto 50, ele fala claramente do uso. Ele sabe com quem e onde fica o armamento”, pontuou o delegado ao informar que o ponto 50 é de uso exclusivo do exército e foi usado para danificar o motor do carro forte para que parasse de funcionar na estrada e o roubo concretizado.

 

Outro fator que pesa, segundo o delegado, é o de ter encontrado um carregador de fuzil 762, mesmo calibre usado no assalto, que estava em poder de outros envolvidos um dia após o ataque ao carro forte, só que na cidade de Chapada dos Guimarães, onde foi localizado também R$ 77 mil em dinheiro.

 

Ao ser questionado pelo advogado de defesa de Lindomar, Stringueta disse que nunca duvidou e que o indiciaria principalmente pelo conhecimento que ele detêm sobre a arma ponto 50.

 

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