Investigadora da Polícia Civil troca tiros com PMs e morre baleada no rosto em MT

Vanda Ramos estaria passando por problemas psicológicos A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte da investigadora da própria instituição, Vanda Regina Ramos, de 53 anos, vítima de disparo arma de fogo, num episódio de confronto com dois policiais militares que atiraram na direção dela e alegaram que agiram para “cessar a injusta […]

Por Editoria Delegados

Vanda Ramos estaria passando por problemas psicológicos

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte da investigadora da própria instituição, Vanda Regina Ramos, de 53 anos, vítima de disparo arma de fogo, num episódio de confronto com dois policiais militares que atiraram na direção dela e alegaram que agiram para “cessar a injusta agressão”. O caso foi registrado no município de Barra do Bugres (168 km de Cuiabá) neste domingo (28), nas proximidades do canavial de uma usina situada a cerca de 10 km da Cidade.

As circunstâncias em que se deu o confronto ainda são desconhecidas, pois segundo relatos que circulam na cidade, a investigadora teria tido um surto e se deslocado até o local, para supostamente, tirar a própria vida, pois estaria enfrentando um quadro de depressão depois de ter sido infectada pela Covid-19. Ocorre que alguém ligou para a Polícia Militar informando sobre a mulher armada nas proximidades do canavial e uma viatura se deslocou até lá.

O major da Polícai Militar, Rogério Savio da Silva, comandante da 12ª Companhia Militar de Barra do Bugres, confirmou que ambos os policiais que atenderam a ocorrência admitem que atiraram na região de onde estava a “suspeita”. Eles eles afirmam que quando chegaram lá escutaram um estampido de tiro, que supostamente foi efetuaado do local onde ela estava deitada no chão perto de uma motocicleta.

Nesse contexto, os militares relataram ao major que também atiraram para se protegerem. “Eles informaram que revidaram à injusta agressão”, disse o major.

FolhaMax questionou o comandante se houve disparos efetuados pela policial civil contra os militares ou se ela pelo menos teria sacado a arma e apontado contra eles. Contudo, o major disse não ter a resposta para esse questionamento.

O militar reafirmou, várias vezes, que os PMs teriam agido seguindo protocolos padronizados, em situação em confronto. “O que foi informado é que eles escutaram um estampido característico de arma de fogo vindo da direção onde a pessoa estava. Ai eles revidaram e procuraram se abrigar. Essa que é a informação oficial”, disse o major ao explicar ainda que alguém ligou no quartel através do número 190 relatando a situação de uma pessoa em situação suspeita e por isso uma viatura foi averiguar.

Embora as investigações ainda estão no começo, a Polícia Civil também deverá investigar a hipótese de a investigadora ter tirado a própria vida. Segundo informações obtidas, o disparo que a matou foi desferido no queixo, indicando que a arma foi apontada de baixo para cima.

Na região, moradores também alegaram que a investigadora estaria enfrentando algum problema psicológicoe teria contarído recentemente a Covid-19. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da PJC isolaram a área e iniciaram a coleta de evidências no local que vão auxiliar os trabalhos investigativos.

Por fim, a dinâmica da dos fatos que resultaram na morte da investigadora também ficarão a cargo dos peritos da Politec.

MENSAGENS E INVESTIGAÇÃO

“Gostaria de registrar que nós da Polícia Militar, enquanto operadores da Segurança Pública, ficamos profundamente consternados em virtude de uma vida, que independente de motivo, da situção como aconteceu, a vida de uma pessoa que trabalhava na segurança pública e foi ceifada. A gente compadece das dores dos familiares, das pessoas próximas. Independente de qualquer situação é uma lástima, não é uma situação corriqueira, é bem triste essa situação”, enfatizou o major Rogério Savio da Silva.

“Aqui está sendo instaurado um inquérito policial militar. Vai ser investigada toda a conduta dos militares para ver confirma a versão dos policiais militares alicerçado nas provas produzidas, relatos de testemunhas, Politec, exame da Perícia Oficial para poder instruir o inquérito policial militar indepednente do inquérito que vai ser instaurado pela Polícia Civil para poder apurar também os fatos”, explicou o major.

NOTA DA POLÍCIA CIVIL

Com pesar, a Polícia Civil de Mato Grosso comunica o falecimento da investigadora de polícia, Vanda Regina Ramas, de 53 anos, lotada na Delegacia de Polícia de Barra do Bugres, da Regional de Tangará da Serra.

Nos últimos dias, a investigadora estava afastada das atividades presenciais na unidade policial de ter testado positivo para Covid-19.

Amigas próximas da investigadora relataram que ela estava em estado de grande preocupação. Neste domingo, a policial foi encontrada por uma equipe da Polícia Militar próximo a um canavial, sentada ao lado de sua motocicleta.

Os policiais tentaram conversar com a investigadora que entrou na mata. Equipes da Polícia Civil de Barra do Bugres e Tangará da Serra foram acionadas para tentar contato com a investigadora, porém pouco depois o corpo da policial foi encontrado já sem sinais vitais.

Vanda Regina Ramos era natural da cidade de Jaguapitã, estado do Paraná, e investigadora da Polícia Civil de Mato Grosso desde 24 de setembro de 2001, quando tomou posse no cargo. A policial estava lotada na Delegacia de Barra do Bugres desde o início da carreira e este ano completaria 20 anos de trabalho na instituição.

O delegado de Barra do Bugres, Rodolpho Bandeira, disse que todos os servidores da unidade estão profundamente abalados com a morte da colega. “Vanda era uma pessoa muito querida por toda equipe da Delegacia, sempre disposta a ajudar os colegas. Com quase 20 anos na instituição, faltava muito pouco pra sua aposentadoria. É uma momento de luto para a Polícia Civil”, disse o delegado.

O delegado regional de Tangará da Serra, Alexandre Morais Franco lamentou a morte da investigadora e estendeu condolências a sua família, colocando à disposição de todos os familiares à Polícia Civil de Mato Grosso, no auxílio do que for necessário, neste momento de dor e tristeza.

A investigadora era casada e deixa marido e uma filha de 17 anos.

FolhaMax

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