“Foi covardia. Mandaram o policial deitar no chão e depois atiraram”, frisa delegada

MT: O relato da execução foi feito pela delegada Jannira Laranjeira “Foi covardia. Mandaram o policial deitar e depois atiraram três vezes”. O relato da execução foi feito pela delegada Jannira Laranjeira, responsável por conduzir o inquérito do roubo seguido de morte contra um sargento de 51 anos. Seis pessoas foram presas pelo crime na noite […]

Por Editoria Delegados

MT: O relato da execução foi feito pela delegada Jannira Laranjeira

“Foi covardia. Mandaram o policial deitar e depois atiraram três vezes”. O relato da execução foi feito pela delegada Jannira Laranjeira, responsável por conduzir o inquérito do roubo seguido de morte contra um sargento de 51 anos. Seis pessoas foram presas pelo crime na noite de domingo (17) em Cuiabá.

O crime foi registrado às 11h40, próximo a um mercado onde o sargento Danilo Ramires trabalhava nas folgas de seu plantão policial, no bairro CPA III. Três bandidos armados chegaram em um veículo Fox e exigiram que ele entregasse a arma. Antes disso, mandaram ele deitar no chão e gritaram “perdeu, perdeu”.

O carro usado pelos bandidos para cometer o crime era roubado. Segundo a delegada, o Fox foi roubado no bairro Ouro Fino e deixado na mesma região após o assassinato.

“Familiares do Diego Paiva, um dos presos na ação, residem na região. Ele chamou os comparsas para cometer o crime, porém antes disso roubou o Fox e, em seguida, o abandonaram”, disse.

Segundo Jannira, o alvo foi premeditado, mas não havia nenhuma rixa antes. “O Diego contou informalmente que ele queria, como profissão no crime, ser ladrão de arma de polícia. Estamos investigando se ele já cometeu isso outras vezes, mas ele queria manter isso como prática rotineira”, destacou.

Diego Silva Paiva foi o mentor do crime, mas quem matou o policial Danilo Ramires foi o jovem Wiliam Silva de Paula Rondon. “William matou com frieza. Foi covardia. Mandaram o policial deitar e três tiros foram disparados. Um foi na cabeça”, frisou a delegada.

 

Após o crime, as polícias Militar e Civil montaram uma verdadeira força-tarefa e prenderam o bando no mesmo dia. Eles estavam em uma casa no bairro São João Del Rey, que pertencia a Rosenil Amorim. Ela morava no local com sua irmã, Rosangela Amorim.

 

As armas utilizadas no crime estavam em outra casa, que era alugada pela quadrilha para funcionar como uma espécie de depósito de armas, onde foram encontrados revólveres e pistolas.

Lá foi presa Midian Gomes Bispo, 20 anos. Ela, quando menor de idade, já foi detida por formação de quadrilha. Midian, Diego Paiva e William são os únicos presos responsáveis pelo latrocínio até o momento. A terceira pessoa identificada no crime ainda não foi presa, mas sabe-se que se trata de um menor de idade.

Na casa de Midiam foi encontrada uma pistola ponto 40 e um revólver calibre 38. Há suspeita de que a pistola foi usada por William para matar um rapaz identificado como João Victor.

ALTÍSSIMA PERICULOSIDADE

William, segundo a delegada, é considerado um profissional do crime. Além de matar o sargento e o jovem João Victor, no bairro Osmar Cabral, a polícia suspeita de que ele tenha participação em outros crimes.

“Ele é matador de altíssima periculosidade. Podemos frisar que ele age com frieza”, disse a delegada Laranjeira.

“Além de matar, ele também participaria com Diego nesses casos de roubos de armas de seguranças e policiais. É lucro pra eles roubar armas e alugar. Alugar arma é bastante rentável”, comentou.

Diego e William serão indiciados por roubo qualificado seguido de morte e formação de quadrilha. Já Midiam irá responder por formação de quadrilha e auxiliar na fuga dos criminosos, além de porte ilegal de arma de uso restrito.

Os presos devem passar por audiência de custódia e, em seguida, serem encaminhados para uma unidade prisional de Cuiabá. A advogada dos detidos estava na Delegacia na tarde desta segunda, mas prefere tomar conhecimento das acusações para depois prestar esclarecimentos.

 

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