Delegado pede afastamento de seis policiais civis grevistas em Goiás

    O titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Murilo Polati, pediu o afastamento de seis policiais civis que participam da greve da categoria em Goiás, que completa 79 dias nesta quinta-feira (5). De acordo com o delegado, a decisão foi motivada por conta do comportamento considerado inadequado dos agentes e não […]

Por Editoria Delegados

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O titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Murilo Polati, pediu o afastamento de seis policiais civis que participam da greve da categoria em Goiás, que completa 79 dias nesta quinta-feira (5). De acordo com o delegado, a decisão foi motivada por conta do comportamento considerado inadequado dos agentes e não pelo fato de eles terem aderido à paralisação.

 

O documento assinado por Polati foi entregue à Superintendência de Polícia Judiciária na quarta-feira (4). “Houve quebra de hierarquia e respeito de alguns servidores perante a autoridade policial, inclusive com ofensas e xingamentos a outros servidores que aqui trabalhavam efetivamente. Se essa situação ocorresse ou não na greve, eles teriam o mesmo destino”, argumenta.

 

Polati afirma ainda que a situação teria se agravado depois do corte de ponto da folha de pagamento dos policiais em greve. “Entraram chutando a porta [de sua sala] e ofendendo a integridade física minha e de outros delegados. Não vamos acatar desrespeito”, salienta.

 

Um dos seis servidores citados no documento é o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Rainel Mascarenhas. Ele contestou as justificativas usadas pelo delegado para tomar a decisão do afastamento. Ele classificou as declarações do titular da DIH como “mentirosas”.

 

“O corte de ponto gerou uma insatisfação, mas não ao ponto de chegarmos na sala dele batendo a porta. Essa história está mal contada e mentirosa. É uma desculpa furada”, pontua.

 

O presidente do Sinpol, Silveira Alves, afirmou que a atitude causou revolta entre os grevistas. De acordo com ele, o sindicato irá entrar com um mandado de segurança para que os policiais possam voltar à delegacia assim que a paralisação acabar. Além disso, Alves revelou que também irá representar criminalmente contra Polati por abuso de autoridade e por danos morais causados aos agentes.

 

Silveira Alves afirmou que a atitude pode adiar o fim da greve. Uma assembleia, que estava marcada para quarta-feira, foi reagendada para a próxima segunda-feira (9). “Estava tudo encaminhando de forma pacífica, mas agora os ânimos ficaram acirrados. Essa atitude interfere sim [no fim da paralisação]. Vamos estudar sobre estender a greve”, disse.

 

G1

 

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