Delegado de MT indicia policiais militares apontados como responsáveis por desaparecimento de pedreiro

MT: Conduzido pelo delegado Wilson Souza Santos, o inquérito comparou as versões dos PMs acusados pelo desaparecimento e das testemunhas Delegado Wilson Souza Santos A Polícia Judiciária Civil do Estado do Mato Grosso entregou ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta segunda-feira (23), o inquérito sobre o desaparecimento do servente de pedreiro, Rubson Faria dos Santos, […]

Por Editoria Delegados

MT: Conduzido pelo delegado Wilson Souza Santos, o inquérito comparou as versões dos PMs acusados pelo desaparecimento e das testemunhas


Delegado Wilson Souza Santos

A Polícia Judiciária Civil do Estado do Mato Grosso entregou ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta segunda-feira (23), o inquérito sobre o desaparecimento do servente de pedreiro, Rubson Faria dos Santos, de 28 anos. O caso aconteceu em Cáceres, no dia 29 de janeiro, quando seis policiais militares invadiram a residência da vítima e o torturaram. Conduzido pelo delegado Wilson Souza Santos, o inquérito comparou as versões dos PMs acusados pelo desaparecimento e das testemunhas.

Além disso, o delegado fez constar diversas provas deixadas pelos suspeitos na ação. Ao mesmo tempo em que a Polícia Judiciária Civil conduzia a investigação, o Inquérito Policial Militar (IPM) foi realizado pela corregedoria da Polícia Militar. Conforme o inquérito, há indícios de violação de domicílio, cárcere privado, tortura e fraude processual.

“A investigação isenta e a conclusão do inquérito são fundamentais para a confiança da sociedade nas instituições de segurança pública. Isso demonstra que o respeito à lei e ao Procedimento Operacional Padrão são a forma de garantir a qualidade na prestação do serviço ao cidadão”, afirma o Ouvidor Geral de Polícia, Lúcio Andrade.

Os acusados de cometer os crimes são: 2º tenente André Filipe Batista da Silva e os soldados Jeferson da Silva Leal, Eliézio Francisco Ferreira dos Santos, Rodrigo da Silva Brandão, João Eduardo da Silva e Kristian Batista Maia.

Segundo os indiciados, a casa de Rubson seria um ponto de venda de drogas. Quando eles chegaram, relatam que viram uma pessoa correndo e deram ordem de parada, que não foi obedecida. Posteriormente, os PMs então disseram que foram atrás, mas não o encontraram. Sendo assim, resolveram entrar na casa do pedreiro, mesmo sem saber se foi ele quem foragiu.

Ainda segundo o documento, os policiais entraram na casa de Rubson sem que houvesse amparo constitucional ou legal para tanto. Os PMs, apesar de relatarem a desobediência, não confeccionaram nenhum boletim de ocorrências com esta natureza de crime.

Além disto, há elementos que dizem que Rubson não fugiu da abordagem, o que consta inclusive nas declarações dos militares. Como o pedreiro não foi apresentado aos órgãos competentes, há também indícios de cárcere privado.

Consta ainda no processo que o pedreiro não realizou nenhum atendimento médico do fim de janeiro até a primeira quinzena de fevereiro daquele ano. Sendo que a última vez que foi visto, foi no fatídico dia.

Em depoimento, o enteado da vítima disse que no dia do episódio se deparou com policiais militares do GAP destratando e batendo em seu padrasto, sendo que um desses PMs ordenou que ele saísse do local. Ao todo, cinco pessoas afirmaram – em depoimento – ter ouvido o pedreiro gritando por socorro, sendo que uma delas confirma ter escutado barulhos parecidos com pancadas e agressões.

O processo segue para a justiça com a entrega dos documentos ao Ministério Público que irá avaliar a denúncia aos acusados.

 

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