Delegada Raquel Galinatti desabafa após ameaças de stalker nas redes sociais: ‘Me senti impotente’

Em entrevista para A Tribuna, Raquel Gallinati – que também é presidente do Sindicato dos Delegados de SP -, revela que foi “obrigada a adotar restrições e alterar completamente a rotina” por conta do criminoso Em entrevista para A Tribuna, Raquel Gallinati – que também é presidente do Sindicato dos Delegados de SP – revela […]

Por Editoria Delegados

Em entrevista para A Tribuna, Raquel Gallinati – que também é presidente do Sindicato dos Delegados de SP -, revela que foi “obrigada a adotar restrições e alterar completamente a rotina” por conta do criminoso

Em entrevista para A Tribuna, Raquel Gallinati – que também é presidente do Sindicato dos Delegados de SP
– revela que foi “obrigada a adotar restrições e alterar completamente a rotina” por conta do criminoso

Ela está acostumada a acolher as vítimas e pavimentar o caminho para que a justiça seja feita, e os crimes, reparados. Mas, de repente, a delegada Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de São Paulo, se viu ela própria vítima de um stalker (‘perseguidor’, em inglês) nas redes sociais.

“Me senti impotente, fora da minha zona de conforto, pois você não sabe o momento em que vai ser atacada, com a necessidade de alterar completamente a minha rotina. Como policial, já tenho que ter cautela na vida, mas houve uma necessidade de triplicá-la. Inverte-se o papel e a situação: fui obrigada a adotar restrições por um criminoso estar me ameaçando de todas as formas”, analisa.

O caso veio à tona em fevereiro, quando a sede do sindicato, na Avenida Ipiranga, na Capital, recebeu um estranho telefonema. Do outro lado da linha, estava um jovem de 25 anos que pouco mais de um mês depois seria preso por perseguir Raquel nas redes sociais.

“Ele disse que queria se associar ao sindicato”, relembra a presidente. “Num primeiro momento, falei: ‘só existe a possibilidade de você fazer parte do sindicato, se você for um delegado de polícia”.

O homem, então, disparou: “você não viu minhas mensagens?”, Raquel relembra. Ela, então, foi às redes sociais e viu milhares de mensagens com xingamentos, ameaças de estupro, decapitação, esquartejamento e tortura, postadas desde novembro de 2020 nos perfis da delegada, a partir de três perfis diferentes, identificados pela polícia. “Salvei as postagens, tomei as providências cabíveis”.

As investigações começaram e logo chegaram ao nome do homem, pelo endereço de onde as mensagens eram enviadas. Na última segunda-feira, foi cumprido pela Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil um mandado de busca e apreensão na casa do homem, em Diadema. Foram apreendidos um telefone celular, uma foice e duas réplicas de armas de fogo.

Liberação

O homem foi levado à Delegacia de Crimes Cibernéticos, prestou depoimento e foi liberado. “Hoje, passando por isso, vejo o quão frágil é a política pública e a legislação para a mulher vítima de violência”, lamenta.

“Agora, imagina esse agressor um ex-marido, um ex-companheiro, que sabe toda a rotina de vida. Essa mulher fica vulnerável e pode ser morta a qualquer instante. A ameaça é um crime que antecede a morte, tem pena de 6 meses, é muito fraca”, comenta. “Não há no Brasil a certeza do castigo; se já não há para crime algum, imagina para um cuja pena é superbranda?”.

Apesar disso, ela defende que a mulher não se cale diante de qualquer tipo de agressão, seja a misoginia ou a violência doméstica. “É preciso uma atitude de buscar ao máximo os entes públicos, por mais lentos e ineficientes que possam ser. Saia e vá buscar a responsabilização desse criminoso”.

Trechos das agressões

“Juro por Deus que vou enfiar uma bala na sua cabeça e depois voltar para meu paraíso”

“Não tem medo de morrer e nem de perde o prazer na vida”

A Tribuna

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