Out 21, 2020

Polícia Federal grampeava sua própria delegacia

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RIO DE JANEIRO

Três faxineiros de uma empresa de conservação atrapalharam, involuntariamente, um trabalho da inteligência interna da Polícia Federal (PF). Eles tentavam trocar uma luminária, no último dia 22, na Delegacia de Repressão ao Tráfico de Armas (Delearm), na Superintendência da PF, no Centro do Rio, quando um aparelho de escuta ambiental se desprendeu do forro e caiu.

A descoberta surpreendeu dois agentes e um delegado, que trabalhavam na Delearm no momento da queda e desconheciam a existência do grampo. Ontem, o superintendente da PF no Rio, delegado Ângelo Fernandes Gioia, disse que a escuta tinha autorização judicial para funcionar. No entanto, ele preferiu não detalhar o caso.

— Trata-se de uma investigação policial que está em andamento. A escuta foi feita de forma completamente legal, com autorização judicial. Sobre a investigação em si, eu não falo — afirmou o superintendente.

Menor do que celular


Maior do que uma caixa de fósforos e menor do que um celular, o aparelho, com número de série 2009070011, estava instalado na sala do Núcleo de Operações da Delearm, e funcionava conectado à rede elétrica.

Encarregada de investigar o crime organizado e as milícias, a Delearm é uma das duas únicas delegacias da superintendência da PF cujas sedes ainda não passaram por reformas. Titular da Delearm, o delegado Anderson de Andrade Bichara apreendeu o aparelho e o encaminhou, por meio do memorando 1655/2010, para o superintendente da PF no Rio.

Ontem, o delegado Angelo Gioia disse que o aparelho já foi enviado para a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, em Brasília.

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