Dez 14, 2017

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Chefe da Casa Militar e mais 5 PMs têm prisões decretadas pelo TJ

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O chefe da Casa Militar do Estado, coronel PM Evandro Lesco, teve mandado de prisão preventiva decretado pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.



Segundo apurou a reportagem, a prisão já foi cumprida. O tenente-coronel Januário Batista, o coronel Ronelson Barros e um cabo identificado como Toresan também tiveram prisões preventivas.



Também tiveram a prisão decretada o corregedor-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, e o diretor de Inteligência da Corporação, tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira.



Estes dois últimos foram citados pelo governador Pedro Taques em um ofício enviado ao presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos, por supostamente vazar uma operação com busca e apreensão e possíveis cumprimentos de mandados de prisão contra PMs investigados por escutas clandestinas ilegais.



Já os outros são suspeitos de atuar no esquema de escutas ilegais. A informação foi confirmada por uma fonte do TJ.



Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de imprensa na tarde desta sexta-feira (23), o coronel Airton Benedito Siqueira Júnior não foi alvo de mandado de prisão.



As interceptações ilegais teriam sido feitas por integrantes da Inteligência da PM, com suposta anuência de setores do Palácio Paiaguás.



O esquema era viabilizado pela prática da “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.



Outros dois membros do Executivo também já foram presos por suspeita de envolvimento na prática de “arapongagem”.



São eles: o coronel PM Zaqueu Barbosa, ex-comandante-geral da PM de Mato Grosso, e do cabo Gerson Ferreira Gouveia Júnior. Os mandados de prisão foram decretados pelo juiz de Direito Marcos Faleiros, da 11ª Vara de Crimes Militares da Comarca de Cuiabá.



Entenda o caso



Coronéis da Polícia Militar, mais assessores do primeiro escalão do Palácio Paiaguás, se utilizariam do esquema para monitorar adversários políticos, jornalistas, advogados e empresários.



No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.



Ao pedir a quebra dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao grupo monitorar.



A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha seria da Comarca de Cáceres, na fronteira do Brasil com a Bolívia.



O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.



Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; a filha do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, Kelly Arcanjo Ribeiro Zen; e os médicos Sergio Dezanetti (de Alta Floresta), Luciano Florisbelo da Silva (do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá), Paullineli Fraga Martins (médico perito, de Alta Floresta), Helio Ferreira de Lima Junior (médico ginecologista) e Hugo Miguel Viegas Coelho (médico da Policlínica de Várzea Grande).

 

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