Vamos dialogar com governo eleito, diz presidente do Sindpesp

Raquel Gallinati explica como o Sindpesp tem atuado nos últimos anos Raquel Gallinati é presidente do Sindpesp O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ( Sindpesp ) vai dialogar com o governo eleito, que será liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação foi feita pela presidente da entidade, […]

Por Editoria Delegados

Raquel Gallinati explica como o Sindpesp tem atuado nos últimos anos

 Raquel Gallinati é presidente do Sindpesp

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ( Sindpesp ) vai dialogar com o governo eleito, que será liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação foi feita pela presidente da entidade, Raquel Gallinati . No entanto, a conversa ocorrerá quando as pautas colocadas em discussão serem de interesses da categoria.

Na semana passada, Raquel participou de um encontro, em Brasília, com representantes de entidades policiais de todo o país e parlamentares eleitos e reeleitos que estão associados à aérea da Segurança Pública. Com influência, a Sindpesp tem lutado para defender os profissionais que fazem parte do setor.
 

A presidente do sindicado explica quais as posições da categoria tanto na área ideológica como nos serviços oferecidos para a população. O Sindpesp, por exemplo, é favorável quanto a flexibilização do porte e posse de armas.

Raquel também detalha como a entidade pode ajudar políticos eleitos a adotarem medidas eficientes para combater a violência urbana.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:


IG – A Segurança Pública é um dos maiores desafios do futuro presidente e também dos governadores. Como o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) pode ajudar os governantes a terem êxito nesta área?

Raquel Gallinati: A excelência na prestação dos serviços está ligada à qualidade dos profissionais que atuam na Segurança Pública. O Sindpesp, como entidade representativa de classe diretamente ligada ao setor, pode colaborar, é muito, levando aos dirigentes informações, reflexos e a realidade do dia a dia da categoria. Isso reflete na qualidade dos serviços. Desta maneira, contribuição do Sindpesp para os governos é importante, uma vez que permite que os governantes possam detectar a realidade da força policial e, consequentemente, melhorar a prestação de serviços para a população.


IG – Representantes do Sindpesp se encontraram com deputados federais na semana que passou. Como o Congresso Nacional pode ajudar no fortalecimento dos órgãos de Segurança Pública?

RG: O Congresso atua no sentido de regulamentar a legislação da Segurança Pública. Penso que, esta prerrogativa deve refletir a realidade dos profissionais que o Sindpesp representa. Por isso, foi tão importante essa agenda com os deputados (eleitos e reeleitos) ligados à Segurança Pública. É imprescindível estabelecer contato direto com os parlamentares e alinhar as demandas existentes em todo Estado de São Paulo. A intenção foi passar para os deputados a realidade, os problemas e a agenda do Sindpesp, para que, desde já, o Congresso exerça de forma mais qualificada seus papel em defesa da Segurança Pública.


IG – Há um grupo na sociedade brasileira que defende a legalização da maconha, na tentativa de enfraquecer financeiramente as organizações criminosas. Há uma ala que defende a criminalização da maconha, porque a droga pode prejudicar mais famílias, além de não diminuir o poder do crime organizado. Qual o posicionamento do Sindpesp em relação ao tema?

RG: A defesa da legalização da maconha para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas é, por si só, uma prática incabível. Exemplo disso é o cigarro, que é permitido legalmente no Brasil. Contudo, o Estado fracassa na fiscalização do descaminho do produto através das fronteiras. Países que já colocaram essa medida em prática, até para custear gastos públicos, estão reavaliando seus conceitos.

IG – Outro tema polêmico é o acesso às armas para a população. Qual a posição do Sindpesp sobre isso?

RG: O Sindpesp é favorável ao acesso de armas por parte da população. A arma funciona como um instrumento de proteção do indivíduo, o que é previsto constitucionalmente pelo Estado Democrático de Direito. Na ausência do Estado, o cidadão tem a garantia de sua própria defesa.

IG – Como será o diálogo do Sindpesp com o futuro presidente do Brasil?

RG: O diálogo entre o Sindpesp e o próximo presidente da República será mantido a exemplo do que ocorreu em governos anteriores: aberto a qualquer conversa, valorizando o diálogo e respeitando as instituições, pela defesa de interesses da categoria e sempre pautado pela legalidade.

Sindpesp

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo nasceu em outubro de 1989, tendo como principal objetivo defender e representar legalmente a carreira de Delegado de Polícia.

A entidade tem trabalhado ao longo dos seus 33 anos para lutar pelos interesses, direitos e prerrogativas dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, além buscar a valorização do desenvolvimento profissional dos delegados.

O sindicato também tem trabalhado no incentivo e realização de estudos sobre assuntos jurídicos, segurança pública e política criminal, levantando debates e oferecendo sugestões para agentes políticos e entidades congêneres nacionais e internacionais para alcançar objetivos comuns.

IG

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